O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, revelou esta quarta-feira ter desafiado o guarda-redes Diogo Costa a envergar a camisola '2' na próxima época, um número com forte simbolismo histórico no clube, que pertenceu anteriormente ao carismático Jorge Costa. Este desafio, feito após a conquista da I Liga de futebol, visa convencer o guardião a permanecer no clube, dada a importância da sua continuidade. Villas-Boas expressou a honra que seria para o clube e para todos os adeptos a aceitação deste desafio por parte de Diogo Costa, sublinhando que a sua permanência é um desejo unânime e fundamental para as ambições futuras dos dragões.
Em declarações aos jornalistas, o dirigente do FC Porto também abordou a situação do treinador italiano Francesco Farioli, demonstrando “unidade total com o projeto”
e confirmando que já estão a trabalhar na construção da equipa para a próxima temporada. Villas-Boas não escondeu que os clubes portugueses enfrentam desafios financeiros e que a venda de jogadores e a renovação do plantel são, por vezes, necessárias para “fazer frente aos encargos financeiros”
. Contudo, o objetivo primordial é manter a base dos jogadores mais importantes, de forma a garantir a competitividade da equipa em todas as frentes.
Relativamente a Victor Froholdt, André Villas-Boas admitiu que o médio dinamarquês poderá ter mais mercado
e que o seu agente já comunicou o interesse de vários clubes europeus. No entanto, o presidente expressou confiança na permanência de Froholdt, referindo que o próprio jogador foi “muito claro relativamente ao seu futuro no FC Porto”
. O líder portista também fez um balanço das celebrações do 31.º título do clube, justificando os “excessos e emoções viscerais”
dos jogadores como uma resposta natural às provocações do presidente do Sporting ao longo da temporada, que serviram como motivação extra. O jantar com deputados portistas, uma tradição iniciada por Pinto da Costa, também foi um dos pontos altos da agenda de Villas-Boas, reforçando os laços entre o clube e os seus apoiantes na Assembleia da República.