Farioli aborda mercado e foco no final da temporada do FC Porto

  1. Farioli quer manter jogadores cruciais.
  2. Victor Froholdt teve "progressão fantástica".
  3. Foco em ganhar os próximos dois jogos.
  4. Não haverá "modo de poupança".

O treinador do FC Porto, Francesco Farioli, abordou em conferência de imprensa diversos temas cruciais, destacando as indefinições no mercado de transferências e a manutenção do foco no final da temporada. O técnico italiano fez questão de sublinhar a sua intenção de manter os jogadores importantes no plantel e a forma como o clube está a gerir as situações contratuais.

Relativamente a Victor Froholdt, Farioli expressou o seu agrado pela evolução do jogador e a intenção do clube em segurá-lo. “Sobre o Victor, primeiro é dar créditos ao atleta pelo nível de atenção que ele teve, devido à sua consistência e à evolução que teve, a maturidade em cada jogo e penso que isso diz muito. Não foi o único a ter uma progressão fantástica, mas penso que as palavras dele depois do jogo de sábado foram claras. Por um lado, há o claro desejo e intenção do clube em ir no caminho certo, para tentar manter os nossos melhores jogadores aqui, construir em cima deste grupo”, afirmou Farioli. O treinador reforçou que o FC Porto está empenhado em construir sobre o atual grupo de jogadores, evitando dispersões com especulações de mercado. “Sobre o mercado, como sabem há alguns jogadores que estão aqui por empréstimo, alguns vão terminar contrato e há discussões com os jogadores, com os agentes e com os seus clubes para perceber as situações e as possíveis condições. Todos esses jogadores ajudaram ao que queríamos, há muita gratidão da minha parte pelo profissionalismo e contribuição que deram à equipa e uma conexão pessoal com todos. Estamos perto de algumas decisões, mas nada vai ser decidido até ao fim do campeonato, porque o foco é tentar ter o máximo de pontos nos próximos dois jogos”, acrescentou.

Farioli também comentou a situação de outros jogadores, a necessidade de reforçar posições específicas e a gestão de expectativas. “Estamos num momento em que as boas ondas pelo campeonato devem estar de lado e é ter cabeça fria e analisar a equipa, onde melhorar e ir caso a caso, porque há posições em que temos de fazer algo, no ataque é uma situação clara enquanto esperamos pelo Samu e há situações que temos de avaliar, há a opção pelo Terem e temos de avaliar. Além disso temos de ouvir alguns jogadores para perceber o seu desejo de continuar ou não connosco, situações de emprestados e já estamos a trabalhar nos diferentes dossiers”, explicou o técnico. O treinador esclareceu a situação de Dominik Prpic, que não tem sido utilizado com regularidade. “Sobre o Dominik, eu percebo que, para fora, seja complicado ver a sua evolução, porque não joga desde dezembro. Claro que, com o mercado de janeiro e a chegada do Thiago, penso que tivemos uma dinâmica diferente entre centrais, o Bednarek teve quase todos os minutos desde janeiro e entre o Thiago, o Bednarek, o Kiwior e às vezes o Pablo Rosario, gerimos a linha defensiva e o par de centrais”, disse Farioli. Sobre os festejos do título, Farioli fez uma análise sobre a emoção do momento. “A maior celebração vai ser daqui a dez dias e temos tempo suficiente para preparar. A parte logística e outras não são da minha competência. Por outro lado, penso que, num momento de felicidade, as emoções às vezes vão um pouco alto demais. Algumas coisas foram um pouco acima das minhas coisas pessoais e outras que acho que fazem parte do desporto. Há alguém que ganha e há alguém que perde e penso que pelo peso da época de alguma forma algumas coisas fazem-nos rir de maneira razoável”, referiu. O treinador italiano deixou claro que o objetivo é continuar a somar vitórias até ao final da temporada. “Há dois jogos para jogar e há o desejo de tentar fazer o melhor possível para alcançar esses pontos. O AVS está numa fase positiva e temos de estar bem preparados para o jogo”, concluiu Farioli, acrescentando que não haverá modo de poupança nos jogos restantes: “Estamos numa situação em que gostaria de dar a todos o que merecem, mas há uma prioridade, que é ganhar jogos e todas as decisões que vou tomar são para ganhar jogos. Depois, o que fazemos não é mudar agora três ou quatro jogadores só porque o objetivo já está alcançado. Neste grupo todos já provaram o nível de compromisso e impacto que tiveram e isto é a parte-chave. Talvez um ou dois jovens jogadores terão minutos, mas a prioridade é o jogo de amanhã e tentar ter os resultados que queremos.” Em relação à diferença do título no FC Porto para a época no Ajax, Farioli refletiu. “Nestes dias recebi muitas chamadas e algumas ainda estão por devolver. Mas em algumas chamadas com pessoas próximas perguntavam qual a grande diferença desta época para a anterior e na realidade penso que o trabalho que desenvolvemos como equipa técnica foi idêntico. Claro que com alguns ajustes, mas há pequenas coisas que podem fazer a diferença e, no fim, há sempre uma linha ténue. Eu estava frio quando aconteceu o que aconteceu [no Ajax] apesar de ter sido difícil, mas eu sei que podíamos ter feito melhor e a estrutura também. Na época passada tivemos dois mercados catastróficos e na minha opinião, se me perguntarem o real milagre foi ter a equipa a competir até ao último momento. Este ano fizemos o nosso trabalho, mas não fomos os únicos e já agradeci ao clube, ao presidente, bem como ao Tiago [Madureira] e ao Henrique [Monteiro], que são as duas caras do clube aqui no Olival a trabalhar comigo cada detalhe para colocar tudo no lugar certo. E a equipa técnica fantástica que trabalha arduamente, assim como todos os departamentos e, claro, ter um grupo de jogadores deste nível”, finalizou Farioli.

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