Thiago Silva, após conquistar o 32.º troféu da carreira e tornar-se o jogador mais velho a vencer a Liga portuguesa aos 41 anos, encontra-se numa encruzilhada decisiva. A possibilidade de continuar mais um ano no FC Porto, conforme o seu contrato permite, ou de se retirar em grande da alta competição, depois de ser campeão em Itália, França e Portugal, é uma decisão que pode estar ligada ao Mundial de 2026. Se for convocado por Carlo Ancelotti para a competição organizada por Estados Unidos, México e Canadá, a probabilidade de jogar mais um ano no projeto Champions do FC Porto é muito elevada. Contudo, se o sonho de participar num quinto Campeonato do Mundo se desvanecer, Thiago Silva encara seriamente a hipótese de se reformar. A ideia de um adeus não é nova, como o próprio admitiu: “O desejo de uma Champions é claro, mas também é momento de refletir um pouco sobre o futuro. Ainda temos jogos importantes pela frente, e quero estar em condições de, quem sabe, representar o Brasil mais uma vez. Estou disponível, como sempre estive, sem forçar nada. Acima de tudo, aproveito o momento. A minha carreira foi linda. Se tiver de ir para mais uma [Copa], vamos todos juntos. O futebol que tenho hoje alimenta essa expectativa. Ciclos encerram-se. Pode ser o fim de mais um, e tudo bem — o importante é continuar a fazer o melhor onde quer que esteja. Seja aqui, seja num pós-carreira, ou noutra função”, disse Thiago Silva.
O defesa brasileiro também reflete sobre o seu rendimento atual, explicando que a idade trouxe uma forma diferente de competir, baseada na leitura de jogo, posicionamento e antecipação. “A gente é forte quando precisa de ter força, e é nessas horas que percebe o quanto realmente é forte. Tive uma temporada muito difícil no Fluminense, perdendo a classificação para a final diante do Vasco, sem saber o que ia acontecer no futuro. Entrei num período de 10, 11 dias parado, para descansar um pouco, e depois comecei a treinar: fiz uma semana e meia de ginásio, corrida, até vir para o FC Porto”, recordou. Ele ainda comentou sobre a sua rápida adaptação e estreia exigente: “Cheguei aqui, fomos para o Algarve por seis dias e treinei com o grupo nesse período. A minha estreia foi logo contra o Benfica, e confesso que senti aquele friozinho na barriga, aquele medo: será que estou preparado? Não tinha feito nada de mais. Mas a experiência deu-me condições de jogar um jogo de alto nível de forma inteligente, marcando jogadores incríveis do Benfica de maneira eficaz”, acrescentou Thiago Silva.
Paralelamente, Gabri Veiga, médio do FC Porto, aborda a sua adaptação ao clube e o forte elo com o Celta de Vigo. Sobre a sua experiência no Dragão, o espanhol afirma: “Uma experiência única. Talvez não seja uma liga de topo, mas é algo que o FC Porto andava à procura há anos. Alguns, quando fui para a Arábia, nunca pensariam que eu poderia chegar ao nível de jogar a Champions, mas no final, com trabalho, com cabeça e com humildade, estou a consegui-lo.” No que diz respeito a um possível regresso ao Celta, Veiga é categórico: “Seria um sonho no futuro estar no Celta com o Iago como diretor-desportivo. Com o Claudio, com todos os meus amigos. Seria um sonho, mas neste momento não entra nos planos de ninguém. Nem do clube, nem de mim esse reencontro. São etapas da vida que temos de viver e pelas quais temos de passar. Estou muito contente no FC Porto sem nunca esquecer o clube da minha vida. Esse reencontro vai ter de esperar um pouco. Eu sempre disse desde o primeiro dia que fui para a Arábia que não seria um adeus para sempre, que seria um até breve, porque tenho a certeza de que, em algum momento, esses caminhos se vão voltar a cruzar e espero que sejamos muito felizes juntos outra vez”, afirmou Gabri Veiga.