Thiago Silva pondera o futuro da carreira e a participação no Mundial de 2026

  1. Thiago Silva, 41 anos, é o campeão nacional mais velho.
  2. O jogador visa o Mundial de 2026.
  3. A sua mãe faleceu recentemente.
  4. Foi campeão nacional com FC Porto.

Thiago Silva, que chegou ao FC Porto em janeiro e já conquistou um título nacional, está a ponderar a sua continuidade no clube e na sua carreira. O central brasileiro, que se tornou no jogador mais velho de sempre a sagrar-se campeão nacional com 41 anos, expressou o seu desejo de continuar a jogar e, se possível, de participar no Mundial de 2026. “O desejo é claro, mas agora vamos descansar, pensar um pouco mais no que queremos fazer no futuro. Temos ainda dois jogos para tentar estar em condições de representar o Brasil no Mundial”, referiu o experiente central. A decisão sobre o seu futuro depende, em grande parte, de uma possível convocatória para a seleção brasileira.

O defesa tem sido uma peça importante para os dragões, mostrando que a idade não é um obstáculo. “Estou disponível e o míster [Carlo Ancelotti] conhece-me bem o suficiente. Não é forçar, mas estou a tentar aproveitar o momento da melhor forma, a minha carreira foi linda e, se tiver de disputar mais um Mundial, vamos. Se não, é agradecer, porque passei momentos incríveis e, no clube onde passei a maior dificuldade da minha carreira, poder ser campeão, isso ninguém vai apagar”, afirmou. A possibilidade de disputar mais um Mundial, juntamente com o aliciante de voltar a jogar na Liga dos Campeões, são fatores que pesam na sua decisão de prosseguir a carreira. Caso não seja convocado para o Mundial, o cenário mais provável é que “pendure as chuteiras” após o final da presente temporada.

Apesar da incerteza sobre o futuro, Thiago Silva celebrou o título conquistado com o FC Porto com uma emoção especial, dedicando-o à sua mãe, que faleceu recentemente. “Com certeza, por tudo o que aconteceu lá atrás e neste ano... Tive de passar uma história fora para fechar este ciclo, num dos momentos mais importantes na temporada tive uma perda importante, a minha mãe. Ela viu praticamente toda a minha carreira, os 32 títulos e, praticamente no último, porque nunca sabemos o que vai acontecer, infelizmente ela não pôde estar, mas tenho a certeza de que está feliz, onde quer que esteja, pela minha carreira, e pelo homem e profissional responsável que sou. Então, hoje é uma mistura de sentimentos e é por isso que estou mais acanhado, não vibrando tanto, mas tenho a certeza de que fiz o meu melhor até aqui e continuo comprometido com a causa e a instituição. Saio daqui sem saber se vou voltar a jogar futebol [após ter contraído tuberculose, em 2005] e fechar o ciclo desta maneira, para mim é um momento único na minha vida”, considerou, revelando depois a quem dedica esta conquista mais recente na sua carreira. “Com certeza que dedico à minha mãe, ela fez-me ser quem sou hoje, o pai responsável e ser humano em que os meus amigos têm orgulho. Sou um tipo muito leal e ela tem todos os créditos disso. Os meus pais separaram-se muito cedo, ela foi pai e mãe durante algum tempo e, por mais que tivesse perdido o contacto com o meu pai, o meu padrasto faleceu durante o Mundial de 2014 e este título é para eles. Agradeço a Deus e à minha família e esposa, que veio de Londres até aqui para festejar comigo. São pessoas que merecem esse reconhecimento porque não faço nada sozinho e também agradeço ao grupo de jogadores por me terem ajudado quando cheguei.”

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