O FC Porto sagrou-se campeão nacional pela 31.ª vez na sua história. Após a vitória por 1-0 sobre o Alverca, a festa foi intensa. Os dragões, que estiveram na liderança isolada desde a 4.ª jornada e somaram apenas uma derrota, aproveitaram para picar os rivais nas redes sociais. “Calma que eles ainda vão cair... eles vão cair, não vão?”, lia-se na publicação, utilizando uma imagem do comediante Jordan Peele a suar, numa clara alusão aos desejos dos adeptos de Benfica e Sporting de verem um deslize portista. A celebração do campeonato, a duas jornadas do fim, coroa uma época de sucesso, mas também de algumas surpresas e polémicas, como a expulsão pedida por Pedro Henriques a Kiwior, ou a surpresa do título para uma minoria do plantel, já que a maioria nunca tinha festejado um título em Portugal.
A conquista do 31.º título nacional pelo FC Porto contou com a participação de 30 futebolistas, dos quais 25 são novos campeões na Liga portuguesa. Apenas uma minoria no FC Porto já sabia o que era festejar em Portugal no que toca a títulos; Cláudio Ramos lidera, “o guardião titular dos azuis e brancos é, ainda assim, o único que pode conquistar a terceira Liga da carreira”. Diogo Costa, por exemplo, é “o único sobrevivente do plantel que conquistou o campeonato em 2019/20, tendo festejado novamente dois anos depois”. Entre os que já tinham celebrado campeonatos no estrangeiro contam-se “Bednarek (Lech Poznan), Thiago Silva (PSG e Milan), Nehuén Pérez (Atlético de Madrid), Pablo Rosario (PSV), Luuk De Jong (Twente e PSV) e Ángel Alarcón (Barcelona)”. Luuk De Jong, com 16 títulos, e Thiago Silva, com 32 troféus, são os mais experientes em celebrações. Contudo, em todas as suas conquistas, como a recente, “a defesa ganhou o Campeonato, mas foi o ataque que ganhou muitos jogos”, apesar de, segundo Pedro Henriques, “Kiwior deveria ter sido expulso no FC Porto-Alverca”.
A defesa foi a base do sucesso do FC Porto, com Farioli a montar a equipa de trás para a frente e a apostar em novos nomes como Jan Bednarek e Kiwior no verão, e Thiago Silva e Pablo Rosario no inverno, mas o ataque também teve o seu protagonismo. Dos 64 golos marcados, “dez golos na sequência de cantos ou livres laterais (além de sete grandes penalidades), com essa ‘coroação’ final do golo de Jan Bednarek que decidiu a última partida com o Alverca”. A circulação rápida até aos corredores e a capacidade de finalizar foram outras armas, com William Gomes (oito golos) e Oskar Pietuszewski como destaques. Curiosamente, “apenas três dos golos surgiram na sequência de remates de fora da área, neste caso de Mora (que desviou quase de forma inadvertida um tiro de longe de Samu frente ao Sp. Braga), de Borja Sainz em Alverca e de Martim Fernandes com o Gil Vicente”.