A Câmara Municipal do Porto anunciou, esta terça-feira, que não vai participar no leilão do Estádio do Bessa. A autarquia defende que não pode interferir num processo desta natureza, que condicione o seu regular desenvolvimento ou impeça o normal funcionamento do mercado, atribuindo a responsabilidade pela resolução da crise aos órgãos do Boavista.
O estádio e complexo desportivo do Boavista estão a ser leiloados por um valor base global de 38 milhões de euros, um processo que se insere numa insolvência com um passivo superior a 150 milhões de euros. O leilão, que termina a 20 de maio, decorre num clima de instabilidade no clube, com o ex-presidente João Loureiro a alertar para o risco de o estádio cair nas mãos de abutres do imobiliário
e a claque Panteras Negras a preparar ações judiciais contra o processo.
Apesar de afastar uma intervenção direta, a Câmara do Porto manifesta preocupação com a situação, destacando o “peso histórico, desportivo e social”
do Boavista na cidade. A autarquia realça que o foco principal é salvaguardar a prática desportiva e a formação de centenas de jovens atletas que utilizam as estruturas. A câmara mostra-se disponível para dialogar e encontrar soluções que assegurem a continuidade da atividade desportiva e formativa.