O FC Porto está perto de conquistar o campeonato nacional, após a vitória sobre o Estrela da Amadora (1-2) e o deslize do Sporting frente ao AVS. Apesar da iminente celebração, este título, para alguns, vem sublinhar uma preocupante retórica e práticas controversas adotadas por André Villas-Boas, remetendo o futebol português para métodos considerados desatualizados e prejudiciais. Esta situação exige uma reflexão profunda por parte das entidades reguladoras, como Pedro Proença e Reinaldo Teixeira, para evitar a validação destas estratégias.
As táticas em questão incluem episódios como a exibição de vídeos nos balneários dos árbitros, a ocultação estratégica de bolas e cones e a obstrução à entrada de jogadores adversários no Estádio do Dragão. Embora muitos adeptos e comentadores, à exceção dos do clube, pensem que estas ações violam a ética desportiva e ensombram o mérito desportivo das vitórias, a verdade é que o FC Porto não necessitou delas para justificar as suas conquistas. De facto, a utilização destas práticas nem sempre resultou em benefícios para o clube. Exemplos claros são a eliminação da Taça de Portugal, apesar do circo
na receção ao Sporting, e o golo de Luis Suárez, que garantiu um empate, mesmo com as bolas desviadas pelos apanha-bolas.
Mesmo em vitórias, como foi o caso contra o Sporting de Braga, onde houve um incidente com a televisão de Fábio Veríssimo, o FC Porto já estava em vantagem e sofreu um golo de Victor Gómez pouco depois. Estas ações, que também se estendem a outras modalidades, como o andebol, onde um boicote no balneário do Sporting não impediu a derrota do FC Porto, levantam a questão da sua eficácia, ética e moralidade. Será que este tipo de conduta tem valido a pena? A resposta, embora pareça óbvia para muitos, fica por ser dada por André Villas-Boas, que enfrenta o desafio de suceder a uma figura tão prestigiada como Jorge Nuno Pinto da Costa.