O jogo de juniores entre FC Porto e Benfica, que terminou empatado a três bolas em Pedroso, ficou marcado por uma onda de polémicas e acusações mútuas, centradas em lances de arbitragem e celebrações de golo que escalaram para um ambiente de forte contestação.
O FC Porto, através de uma análise detalhada no seu site oficial, apontou duas decisões cruciais do árbitro Hugo Silva como determinantes para o desfecho da partida. A primeira diz respeito ao penálti que colocou o Benfica em vantagem. Os dragões argumentam que o lance, que resultou na marcação de uma grande penalidade por alegada mão de Marco Silva, foi mal interpretado, uma vez que a bola, após ser cortada pela coxa do jogador portista, desviou-se para o seu pé direito, não havendo intenção de jogar com o braço. Acrescentam ainda que a decisão do árbitro foi imediata e sem hesitações, o que poderá ter influenciado a perceção do lance. As queixas portistas estenderam-se ao golo do empate do Benfica, concretizado já em período de compensação (90+5'). Segundo o comunicado dos azuis e brancos, o golo surgiu na sequência de um canto precedido por uma clara falta sobre o guarda-redes portista Antoni Nikolov, uma infração que terá escapado à atenção do corpo de arbitragem.
Para além das queixas sobre a arbitragem, o ambiente no Estádio Dr. Jorge Sampaio foi carregado. A celebração do golo de Nilson Semedo, que adiou a festa do título do FC Porto, foi efusiva por parte dos jogadores encarnados, com alguns a dirigirem-se às bancadas, o que gerou reações dos adeptos portistas. A situação escalou quando Nilson Semedo tropeçou num assistente de recinto desportivo durante a celebração. Após o apito final, a tensão manteve-se, com novas provocações na direção das bancadas e uma saída tensa das equipas para os balneários. Ricardo Silva, comentador do Porto Canal e antigo jogador do clube, denunciou em direto uma (atitude provocatória e inadmissível) por parte da equipa de análise do Benfica na zona de imprensa, afirmando que elementos da equipa das águias trocaram provocações com adeptos e fizeram expressões faciais na direção da equipa televisiva, impedindo qualquer diálogo.