Na antevisão do jogo com o Estrela da Amadora, o treinador do FC Porto, Francesco Farioli, partilhou a sua crença sobre a necessidade de limitar o tempo de jogo dos atletas na sua época. Farioli destacou que a gestão do plantel é crucial, afirmando: “Gerimos muito bem o nosso plantel. A prova é que, nos últimos dois jogos, mesmo reduzidos a 10, os jogadores deram uma grande resposta.” Este compromisso e esforço da equipa refletem-se em momentos difíceis, como é o caso das partidas após um Mundial de Clubes que exigiu uma preparação e férias mais curtas.
O treinador fez uma análise detalhada da carga de trabalho que os jogadores enfrentam, mencionando o impacto físico e mental. Ele enfatizou que “as decisões que tomei ao longo da época demonstram que me preocupo muito com a saúde dos jogadores.” Farioli destacou que a situação atual no calendário de jogos é complexa, onde a fadiga acumulada não provém apenas das partidas, mas também da “pressão física e mental, a quantidade de viagens, os períodos curtos para recuperar entre jogos.” Esta reflexão leva-o a acreditar que mudanças são necessárias na gestão do futebol profissional.
Francesco Farioli expressou uma opinião direta sobre as práticas atuais, afirmando: “Acredito que, num horizonte não muito longínquo, a FIFA vai limitar os minutos dos jogadores por época.” De acordo com ele, as condições atuais são insustentáveis para o bem-estar dos atletas, especialmente considerando que “alguns jogadores terminam as temporadas com mais de cinco mil minutos, sem termos em conta os compromissos internacionais.” O exemplo de Rodri, do Manchester City, que está a regressar de uma lesão grave, serve como um aviso do que pode acontecer se não houver mudanças. Assim, Farioli conclui que a saúde e a longevidade dos jogadores devem ser a prioridade no desporto.