FPF lança campanha 'Stop à Violência' na Arena Portugal

  1. Lançamento da campanha 'Stop à Violência'
  2. Estratégia dividida em três etapas
  3. Futebol é embaixador internacional de Portugal
  4. SJPF critica conduta de presidentes de clubes

Lançamento da Campanha 'Stop à Violência'

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, foi o anfitrião do lançamento da campanha Stop à Violência, realizada na Arena Portugal, em Oeiras. Durante o evento, o dirigente assegurou que a luta contra a agressividade é prioritária e constante, independentemente da competição.

Sobre a vigilância da entidade, Proença declarou: “É uma mera coincidência de datas acontecer isto hoje, no dia da meia-final da Taça de Portugal. O apelo é sempre feito, quer seja no jogo da meia-final da Taça de Portugal quer nos 306 jogos organizados na I Liga, os mesmos na II Liga e todas as competições não profissionais. O apelo é constante e sempre que virmos que as coisas não estão a seguir o seu caminho, interviremos. Será sempre esse o nosso papel”.

Estratégia de Prevenção e Regulamentação

O líder federativo detalhou que esta iniciativa é apenas a fase inicial de uma estratégia mais abrangente dividida em três etapas. Segundo Pedro Proença: “Um [momento], é esta campanha de prevenção que estamos hoje a lançar. Segundo aspeto, já anunciámos também um processo de autorregulação de alterações muito profundas nos regulamentos em determinados ilícitos regulamentares ou disciplinares, que contempla não só agressões a agentes desportivos, linguagem injuriosa ou grosseira entre agentes desportivos e o terceiro nível tem que ver com alterações que queremos ver na lei da violência”.

Quanto ao clima envolvente ao clássico entre FC Porto e Sporting, o antigo árbitro mostrou-se confiante: “Queremos uma satisfação para os adeptos e acreditamos que hoje vai correr tudo bem e que seja um grande espetáculo desportivo”.

A Perspetiva Governamental

A ministra da Cultura, Juventude e do Desporto, Margarida Balseiro Lopes, também interveio, sublinhando a importância de manter a integridade do desporto para proteger a imagem do país. “Para conseguirmos preservar esta imagem que de facto tem granjeado muito respeito a nível internacional, temos de promover esta cultura de respeito e integridade para salvaguardarmos um dos maiores ativos que o país tem à sua disposição, o desporto, e em particular o futebol”, salientou a governante.

A ministra destacou ainda a projeção externa da modalidade: “Já disse várias vezes que [o futebol] é um dos maiores embaixadores que Portugal tem na sua projeção internacional e que também tem granjeado respeito internacional que, de alguma forma, nos criou melhores condições para organizarmos grandes eventos internacionais já muito recentemente e nos próximos anos, nomeadamente o Mundial, com o Marrocos e com Espanha”.

O Papel da APCVD

Balseiro Lopes referiu a importância do trabalho técnico desenvolvido pela Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD), sugerindo: “Sugiro que se fale com o Sr. Presidente da APCVD [Rodrigo Cavaleiro], que é de facto a entidade que tem feito, juntamente com as forças de Segurança, um trabalho notável desenvolvido ao longo dos últimos anos que também é muito técnico e não político, e é também é importante separar as águas do que cada um deve fazer e que missão tem a desempenhar. Ouvir a APCVD pode ser muito importante”.

Críticas à Gestão dos Clubes

Por outro lado, Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), aproveitou o momento para criticar a conduta dos presidentes dos clubes grandes. Sobre a postura de Rui Costa, Frederico Varandas e André Villas-Boas, considerou: “Acho que temos de ter a capacidade de dizê-lo abertamente: não tem nada que ver com as pessoas, que respeito os três, mas compreendo que neste quadro, que é o desporto, o futebol, a competição, que tenham enveredado por esse caminho, mas devemos a todo o custo evitá-lo. Não acrescenta valor ao desporto nacional”.

Evangelista lamentou a fragilidade das relações institucionais em momentos de tensão: “Acho que, apesar de tudo, eles conseguem ter uma relação institucional. Depois, em determinados momentos da competição, momentos atípicos, que têm que ver com resultados ou arbitragens, há uma tendência para fugir ao que deveria ser um comportamento normalizado, de respeito mútuo, de elevação, na própria relação entre eles. Não compreendo como os dirigentes não conseguem sentar-se juntos”.

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