O encontro entre FC Porto e Tondela, arbitrado por Cláudio Pereira da Associação de Futebol de Aveiro, ficou marcado por diversas decisões e intervenções do VAR que foram alvo de análise rigorosa. A equipa de arbitragem, composta por Tiago Costa e Sérgio Jesus como assistentes, Fábio Melo como quarto árbitro, e Manuel Oliveira no VAR, com o auxílio de Tiago Leandro, teve uma noite de trabalho intenso.
Um dos momentos cruciais da partida ocorreu aos 12 minutos, quando um penálti inicialmente assinalado a favor do Tondela foi corretamente revertido pelo VAR. Após cruzamento de Victor Froholdt, a bola atingiu o braço direito de Brayan Medina, que estava dobrado junto ao corpo em posição natural e sem aumentar a volumetria. Esta decisão demonstrou a eficácia do vídeo-árbitro em corrigir erros flagrantes.
Mais tarde, aos 37 minutos, a intervenção do VAR foi novamente determinante. Num lance que envolveu uma alegada mão de Jo Hodge após remate de Rodrigo Mora, o árbitro assinalou um pontapé livre direto fora da área. Contudo, as repetições mostraram que a infração ocorreu dentro da área. O VAR, em conformidade com o protocolo (página 152 das Leis de Jogo), comunicou a evidência ao árbitro, que reverteu a decisão e assinalou pontapé de penálti sem necessitar de revisão no monitor. Alan Varela foi o encarregado da conversão, mas o guarda-redes Bernardo do Tondela, com os pés em posição legal, defendeu o castigo máximo aos 39 minutos. As incidências disciplinares incluem cartões amarelos para Jakub Kiwior, Diogo Costa, Rodrigo Mora, Jo Hodge, Christian Marques, Yaya Sithole, Alberto Costa, Gabri Veiga, Hugo Félix e Rodrigo Conceição por diversas infrações e condutas antidesportivas. No final, Cláudio Pereira recebeu a nota 6 por sua atuação.