Rui Rodrigues, observador e mentor do árbitro Cláudio Pereira, que arbitra o jogo entre o FC Porto e o Tondela, apresentou uma queixa formal à Liga. O motivo da queixa prende-se com o facto de ter sido alegadamente impedido de aceder ao Estádio do Dragão pelo local habitual para desempenhar as suas funções. Em vez disso, foi forçado a entrar por uma bancada destinada a adeptos, levando consigo o seu computador e passando pelos torniquetes, o que contraria os procedimentos normais para observadores de arbitragem.
Além da dificuldade no acesso, Rui Rodrigues também relatou que não lhe foi atribuído um lugar de estacionamento para a viatura da Liga, utilizada pelos observadores aquando das suas deslocações aos recintos desportivos. Estes incidentes foram prontamente comunicados, sugerindo que poderão ter origem num desentendimento anterior. Aparentemente, o FC Porto terá tido um problema com Elmano Santos, outro observador, após o último jogo em casa contra o Famalicão, que culminou num alegado excesso verbal
entre as partes.
Em resposta às acusações, uma fonte do FC Porto afirmou que o “mentor em questão teve credencial necessária para aceder às áreas onde desempenha as respetivas funções”
. No entanto, a Liga investigará a situação, que deverá constar do relatório de jogo que Rui Rodrigues terá de fazer. Este episódio levanta questões sobre as condições e o tratamento dos observadores de arbitragem nos estádios portugueses e pode vir a ter repercussões futuras para o clube.