Villas-Boas aborda desafios da presidência do FC Porto e relação com Mourinho

  1. Villas-Boas e Mourinho trocam mensagens
  2. Presidência é mais stressante que ser treinador
  3. Primeiro ano no FC Porto foi difícil
  4. FC Porto renovou contrato com Farioli

André Villas-Boas, presidente do FC Porto, tem abordado abertamente os desafios e as complexidades inerentes ao seu papel, bem como a sua visão sobre a estabilidade no futebol. Numa revelação que sublinha o respeito mútuo no desporto, Villas-Boas partilhou que manteve contacto com José Mourinho, apesar das rivalidades clubísticas. “Atualmente, ele é treinador do Benfica e trocamos mensagens ocasionalmente, respeitando os respetivos clubes, porque lutamos pelo mesmo objetivo: ganhar a Liga”, afirmou Villas-Boas, destacando uma relação profissional e de camaradagem.

O dirigente portista detalhou a natureza exigente da sua atual função, sublinhando as diferenças face à carreira de treinador. “O papel de presidente é mais stressante, sem dúvida. Como treinador, tens mais coisas sob controlo: a equipa, a preparação, a tática...”, explicou. Acrescentou ainda que, como presidente, o foco é mais abrangente: “O papel de presidente é colocar as pessoas nos lugares certos em diferentes áreas, a começar por todas as modalidades desportivas e olhar para tudo o que está relacionado com o FC Porto: finanças, marketing, logística.” Esta perspetiva realça a amplitude das responsabilidades que agora assume. Villas-Boas também fez uma análise do seu primeiro ano na liderança, caracterizando-o como um período de profunda transformação. “Tivemos um primeiro ano difícil, um ano de transformação, onde a maior parte do nosso foco esteve nos aspetos financeiros da instituição”, revelou. Apesar das adversidades, sublinhou o sucesso alcançado: “Conseguimos reequilibrá-los e encontrámos a estabilidade na vertente desportiva. Contratámos Francesco Farioli, que tem sido um grande sucesso e por isso renovámos o contrato”, justificando a aposta na continuidade e na estabilidade que considera crucial para o progresso do clube.

A importância da estabilidade foi um ponto central na sua análise, exemplificada pela sua experiência no Tottenham, que, segundo ele, tem sido marcada por uma sucessão de mudanças. “Oito treinadores em cinco anos não ajuda, porque são todos muito, muito diferentes uns dos outros, métodos diferentes, formas diferentes de selecionar jogadores, o que também leva à instabilidade”, advertiu. Villas-Boas traçou um paralelo com a sua gestão no FC Porto, onde a estabilidade do corpo técnico é prioridade. “O que fizemos no FC Porto, por exemplo, quando enfrentámos instabilidade no primeiro ano, foi alcançar a estabilidade neste ano. Optámos por renovar o contrato do nosso treinador Farioli. Não só devido aos resultados, mas também pela relação que ele mantém com a estrutura. Por estrutura, entende-se as equipas de observação e as equipas de base, bem como a forma como ele promove os jovens jogadores que vão surgindo. Por isso, acreditamos na estabilidade para o futuro”, frisou. Reconheceu ainda o choque ao ver o Tottenham numa situação de descida: “É um verdadeiro choque. Em oito anos, tivemos métodos totalmente diferentes, formas de pensar totalmente diferentes, formas de implementar filosofias totalmente diferentes e, provavelmente, isso levou à instabilidade atual, que se soma à pressão de estar na zona de despromoção”, concluiu o presidente do FC Porto.

Qual é o teu clube?
check_circle
Notícias do ativadas