Uma loja e 15 garagens encontraram novos proprietários no leilão de 30 ativos imobiliários do Boavista, que decorreu no âmbito do processo de insolvência do clube. Este leilão, que terminou recentemente, viu, contudo, 13 lotes subterrâneos e um apartamento ficarem sem propostas mínimas. Desde o passado dia 3 de março, estas três dezenas de imóveis estiveram disponíveis para venda eletrónica no site da leiloeira Leilosoc, com pouco mais de metade a conseguir atingir as verbas mínimas de licitação previamente estabelecidas.
A loja anexa ao Estádio do Bessa, no Porto, foi o ativo mais valorizado entre os bens arrematados, atingindo o montante de 181 mil euros, superando o valor mínimo de 176.825 euros. Dos 28 lotes de garagem em oferta, com valores mínimos entre 21.942 e 74.796 euros, 15 foram vendidos por preços que variaram entre os 21.280 e os 38.480 euros. Por outro lado, um apartamento T1 duplex, que inclui três varandas, garagem e arrumos, localizado nas imediações da loja, não recebeu licitações que atingissem o patamar mínimo de 567.840 euros.
Ainda que alguns bens não tenham sido, para já, alienados, a leiloeira Leilosoc anunciou que, a partir da próxima segunda-feira, será iniciado um novo processo para tentar melhorar as propostas e, assim, fechar mais adjudicações. Refira-se que, em fevereiro, Maria Clarisse Barros, administradora de insolvência do Boavista, assumiu a gestão da atividade do clube, prescindindo da coadjuvação da direção devido a incumprimentos nos pagamentos acordados. O clube, com dívidas superiores a 150 milhões de euros, teve a sua liquidação aprovada em setembro, enquanto a SAD, impedida de licenciar a sua equipa profissional, compete atualmente na segunda divisão distrital.