André Villas-Boas tece duras críticas a Benfica e Sporting em editorial

  1. Villas-Boas critica Benfica e Sporting
  2. Caso e-mails do Benfica
  3. Suspensão de Luis Suárez
  4. Adiamento Sporting-Tondela

André Villas-Boas, presidente do FC Porto, utilizou o editorial da Revista Dragões para se pronunciar sobre diversos temas quentes do futebol português, visando diretamente Benfica e Sporting. As suas palavras não deixaram margem para dúvidas quanto à sua posição em relação a acontecimentos recentes que, na sua perspetiva, afetam a credibilidade das instituições e a verdade desportiva. O dirigente portista não poupou nas críticas, abordando desde o caso dos e-mails envolvendo o Benfica, até à suspensão de Luis Suárez e o adiamento do Sporting-Tondela.

Em relação ao Benfica, Villas-Boas fez uma referência indireta, mas clara, ao caso dos e-mails e ao pedido do rival junto do Conselho de Disciplina da FPF. “Uma associação desportiva portuguesa, conhecida por contratar padres para rezar missas em eventos desportivos, pediu ao Conselho de Disciplina da FPF para penalizar o FC Porto por revelar os conteúdos de tais escandalosas práticas religiosas. O FC Porto deseja sorte à justiça para provar a veracidade dos factos, em conformidade com a gravidade dos conteúdos, pois as probabilidades de aparecer um Gonçalves qualquer para ser usado como bode expiatório são altíssimas”, afirmou o presidente azul e branco, mostrando-se cético em relação ao curso da justiça e à possibilidade de um bode expiatório ser usado no processo. Continuou, com uma crítica abrangente ao futebol português: “São estas tristes realidades, e uma incapacidade evidente de gerir o futebol português, que afetam a credibilidade das instituições. Que saudades devem ter dos apanha-bolas do FC Porto e da decoração do balneário do Dragão, que tanta falta fazem ao futebol português para encobrir outras práticas.”

Já sobre o Sporting, as críticas centraram-se na suspensão de Luis Suárez e no adiamento do jogo com o Tondela. O presidente do FC Porto questionou a decisão do Conselho de Disciplina da FPF de arquivar casos de alegadas agressões, como as de Luis Suárez a Bednarek e de Hjulmand a Tiago Galletto do AVS. “Nas outras frentes, decidiu o Conselho de Disciplina da FPF arquivar os casos relativos à alegada agressão de Luis Suárez a Bednarek e a de Hjulmand a Tiago Galletto, do AVS, após terem sido ouvidas as diferentes equipas de arbitragem sobre o tema em questão, que confirmaram ter visto os lances e que os mesmos não eram passíveis de ação disciplinar. Nada disto surpreende, como não surpreende a futura introdução do cartão branco nas Ligas Profissionais, à boleia de Luís Suárez, que, numa tentativa de obter novo penálti a favor do Sporting, rapidamente se arrependeu e pediu desculpas. Que pena Hjulmand não ter tido essa dignidade nos Açores. Não perderam tempo os cartilheiros ao serviço do manto verde a indignarem-se contra o melhor árbitro português, numa clara tentativa de amenizar os gestos de 'roubo' que o jogador dirigiu ao árbitro Cláudio Pereira, que saiu de Alvalade com rótulo de ladrão e com uma garrafa de vidro na cabeça, e que valeram ao jogador apenas um (!) jogo de suspensão, quase que convenientemente alinhado com o primeiro jogo pós-paragem de seleções”, declarou Villas-Boas, ironizando sobre a suspensão conveniente do jogador. Em relação ao adiamento do Sporting-Tondela, considerou-o um escândalo. “Noutro âmbito, mas na linha de acontecimentos que inadvertidamente parecem sempre beneficiar o clube do costume, o FC Porto solicitou à Liga esclarecimentos sobre o caso da remarcação do Sporting CP-Tondela, um dos mais recentes escândalos que abalam a Liga Portugal, após o Sporting e a Liga decidirem, unilateralmente e fora do âmbito da Comissão Permanente de Calendários e de marcação de jogos, adiar um jogo de forma inesperada e infundada, quebrando assim o regulamento das competições. Dessa forma, o jogo será disputado fora do seu tempo, fora da primeira data disponível (1 de abril) e em condições desportivas radicalmente diferentes da altura em que deveria ser disputado, com data marcada para 29 de abril, no pressuposto de que se cumpre o desejo da Liga de ver uma equipa portuguesa ser eliminada da Liga dos Campeões. Desengane-se quem pense que o adiamento foi regulamentar ao abrigo da lei das 72 horas. Lá veio a sonsice no apoio a tal mentira. Isto já não é só prevaricar com a verdade desportiva: é influir diretamente no desfecho final do campeonato, tanto na luta pelo pódio como na luta pela manutenção”, concluiu o líder portista, demonstrando preocupação com a integridade do campeonato e a aparente forma como certos privilégios são concedidos.

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