Estreia de Oskar Pietuszewski e Reviravolta da Polónia na Qualificação para o Mundial 2026

  1. Oskar Pietuszewski estreou-se pela Polónia aos 17 anos e 310 dias.
  2. Polónia venceu a Albânia por 2-1.
  3. Passagem à final do playoff de acesso ao Campeonato do Mundo de 2026.
  4. Robert Lewandowski pediu cautela na pressão sobre Pietuszewski.

Oskar Pietuszewski, jovem extremo do FC Porto, concretizou um sonho ao estrear-se pela seleção principal da Polónia. Com apenas 17 anos e 310 dias, saltou do banco na segunda parte do jogo contra a Albânia, ajudando a Polónia a virar o resultado para 2-1 e a carimbar a passagem à final do playoff de acesso ao Campeonato do Mundo de 2026. A sua entrada foi decisiva e o jogador não escondeu a felicidade no final do encontro, destacando a importância do momento e a orientação que recebeu do selecionador.

“Estou contente por a minha estreia ter acontecido neste jogo. Mais uma vez, estou a realizar um sonho. Foi um jogo difícil de assistir do banco. O 1-0 de certa forma cortou-nos as asas. O mais importante é que conseguimos recuperar da desvantagem na segunda parte, passar para a frente do marcador e, finalmente, vencer”, afirmou Pietuszewski à ‘TVP Sport’. O jovem talento revelou também o que lhe foi pedido antes de entrar em campo: “Jan Urban disse-me que, acima de tudo, devia jogar sem quaisquer inibições. Era importante marcarmos o golo do empate o mais rapidamente possível. Por vezes, esquecemo-nos da defesa e eu tentei ficar mais atrás, porque um dos contra-ataques que eles tiveram foi muito perigoso para nós”. Focado no próximo desafio, Pietuszewski mostrou-se confiante: “Estamos focados em nós próprios, isso é o mais importante. Temos uma grande equipa com muita qualidade. Vamos à Suécia exclusivamente pela vitória e por um lugar no Campeonato do Mundo.”

Apesar da euforia da vitória, nem tudo foi perfeito para a Polónia, que viu a Albânia adiantar-se no marcador devido a um erro individual de Jan Bednarek. O defesa-central do FC Porto lamentou o sucedido, mas destacou a resiliência da equipa em dar a volta ao resultado. “Foi um erro simples da minha parte e uma grande lição e experiência para o futuro: não mudar de ideias à última hora. Naquela situação, tinha tudo sob controlo e a única coisa que falhou foi a decisão mesmo no fim. Primeiro, queria passar logo a bola ao Kiwior, mas depois vi que tinha muito espaço à minha volta e decidi rececionar a bola. Como resultado, cometi um erro infantil, mas felizmente demonstrámos que somos uma equipa. Quando um jogador comete um erro, há outros que tratam do assunto. E temos mérito nisso. O Lewandowski marcou um golaço de bola parada e o Zielinski já tinha feito um grande remate que podia ter dado golo”, disse Bednarek, aliviado, à ‘TVP Sport’. O jogador portista confessou o peso que sentiu: “Tirei um peso enorme sobre os ombros. Passaram-me tantas coisas pela cabeça. Sabia o quão importante este jogo era para nós, para os nossos adeptos e para o nosso país. Foi difícil, mas já passei por muitos momentos complicados na vida e isso deu-me a experiência necessária para me focar no passo seguinte. Ganhámos o jogo e agora todos os meus pensamentos estão focados na Suécia.” O discurso ao intervalo também foi crucial, segundo Bednarek: “Trocámos palavras importantes e honestas no balneário. Não foram observações emocionais, mas sim algo que nos ajudou a organizar o nosso posicionamento tático. O jogo começou muito bem, mas depois começámos a vacilar um pouco. Houve erros, incluindo o meu. É natural que, numa situação dessas, surja uma sensação de incerteza, não só na equipa, mas em todo o estádio. Mas é assim que se reconhece uma equipa que consegue ultrapassar os problemas. O impacto emocional foi enorme. Felizmente, agora podemos focar-nos na Suécia e, em última análise, em encontrarmo-nos todos no Campeonato do Mundo em junho.”

Ainda sobre a mudança de tática, Bednarek explicou que a transição para uma linha de quatro defesas foi benéfica: “Dissemos ao intervalo que podíamos mudar a nossa formação passados alguns momentos. Penso que tivemos algumas dificuldades com este sistema porque temos, decididamente, de circular melhor a bola. Nesta formação, somos quatro na defesa em vez de cinco, por isso corre-se mais, mas também há mais jogadores na frente. Os nossos adversários tiveram de se preocupar em defender e essa foi uma das razões pelas quais vencemos.” O impacto de Pietuszewski na partida não passou despercebido, com elogios a surgir de diversas frentes. Robert Lewandowski, a estrela maior do futebol polaco, elogiou o jovem, mas fez um aviso importante. “Foi melhor para ele entrar em campo vindo do banco do que se tivesse começado a titular. É um miúdo extraordinário, mas vamos deixá-lo em paz por uns tempos. Deixem-no desenvolver-se e não coloquem pressão desnecessária sobre ele. Ainda tem toda a carreira pela frente. Muitas pessoas já o veem como um produto, mas, no fim das contas, ainda é um rapaz que só tem 17 anos. Tento protegê-lo, porque sei que futebol é um jogo de emoções”, afirmou Lewandowski. O selecionador, Jan Urban, também comentou a estreia, elogiando o desempenho: “Troquei os dois jovens ao intervalo. Tanto o Filip Rozga como o Oskar Pietuszewski tiveram os seus momentos bons, mas também momentos menos positivos.” E completou: “Jogadores com esta idade, num estádio repleto, têm confiança. Se cometem erros, não é por falta de habilidade. Como treinador, estou satisfeito. As exibições do Rozga e do Oskar foram positivas. Se as carreiras deles continuarem neste nível, a seleção vai beneficiar muito.”

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