Francesco Farioli, técnico do FC Porto, tem sido uma voz ativa na crítica aos adiamentos de jogos na Liga Portuguesa, nomeadamente o confronto entre Sporting e Tondela. Em conferência de imprensa, o treinador italiano reiterou as suas preocupações, afirmando que tais decisões prejudicam a integridade da competição como um todo.
Farioli sublinhou que a questão não se resume a um clube em particular ser prejudicado, mas sim à Liga em si. “Aqui não é o caso FC Porto ser prejudicado, é a Liga, não jogamos só os dois, não somos nós contra eles. Há a luta pelo título, pela manutenção, tudo está ligado”, declarou o treinador. O técnico lamentou ter sido alvo de críticas anteriores quando expressou as suas opiniões, mesmo tendo abordado o assunto “de forma educada”. Farioli também recordou o caso do SC Braga, que, no seu entender, recebeu o mesmo tipo de tratamento. A sua principal preocupação reside no impacto dessas decisões numa liga tão competitiva e equilibrada. “Numa liga em que é tudo tão ponto a ponto, com tanto em jogo - campeão, quem vai às competições europeias, quem desce -, estes ‘pequenos ajustamentos’ podem determinar o resultado final. Para uma competição que se deseja justa, isso não vai nessa direção”, alertou o treinador. Esta perspetiva demonstra a preocupação com a equidade e transparência no futebol português.
O técnico da equipa B do FC Porto reforçou a ideia de que estas situações não contribuem para uma competição justa, fazendo uma analogia com a necessidade de justificar o injustificável. “Não sei como dizer em inglês, mas em italiano diz-se ‘justificar o injustificável’”, revelou, adicionando que “talvez tenha chegado de paraquedas de outro país, mas há coisas muito claras”. Farioli também apontou para outros episódios passados, como longas esperas no VAR e a falta de avaliação de gestos de jogadores em frente às câmaras, sugerindo a existência de inconsistências na gestão de situações disciplinares. A sua crítica estende-se à forma como os adiamentos são geridos, por vezes sem data definida. “Adiarmos para uma data que não sabemos qual é, as pessoas esquecem-se... numa liga em que é tudo tão ponto a ponto, com tanto em jogo - campeão, quem vai às competições europeias, quem desce -, estes ‘pequenos ajustamentos’ podem determinar o resultado final. Para uma competição que se deseja justa, isso não vai nessa direção”, disse. Apesar das críticas recebidas e da possibilidade de ter chegado “de paraquedas” ao futebol português, Farioli mantém a sua posição. “Falei sobre tratamento especial e mantenho a minha ideia. Duas semanas depois, o futebol português viu que fiquei tão longe da realidade”, concluiu, reiterando a sua postura em relação ao que considera ser um “tratamento especial” para algumas equipas.