Francesco Farioli, técnico do FC Porto, manifestou a sua perspetiva sobre a segunda mão da Liga Europa, enfatizando a importância de encarar o próximo jogo como uma nova etapa, apesar da vantagem mínima obtida em Estugarda. Farioli reitera que a equipa portista não será complacentemente afetada pelo resultado prévio.
“Claro que é melhor ter uma pequena vantagem, mas, na realidade, devemos considerar que é um novo jogo, uma nova história. A vantagem faz parte do passado, o que se passou em Estugarda fica em Estugarda. No Dragão, temos de jogar todas as cartas para seguir em frente”, expressou Farioli, em antevisão à partida no Centro de Treinos e Formação Desportiva Jorge Costa, no Olival. O técnico italiano também salientou a forma como o FC Porto tem gerido a condição física dos jogadores. “Ainda temos algumas horas para decidir. Estou muito grato pelo meu plantel, o nível a que todos os jogadores se apresentam permite-me tomar estas decisões. Nos últimos jogos, tivemos rotações mais extremas de um jogo para o seguinte, porque todos estão prontos”, refletiu o treinador, reforçando a flexibilidade tática e de plantel. “A energia do meio-campo e dos jogadores da frente… todas as peças estão no sítio certo. Um exemplo claro é o Froholdt, que teve um grande peso nos ombros durante muitas semanas. Talvez entre dezembro e inícios de janeiro não esteve tão brilhante como havia sido e está outra vez a atingir o pico da forma”, acrescentou.
No que concerne ao Sporting de Braga, Zalazar analisou a vitória crucial sobre a Fiorentina e a passagem à próxima fase da competição. O jogador destacou a ânsia de vencer e a necessidade de manter o ritmo elevado. “Sabíamos que era um encontro muito importante para nós, sobretudo pelo resultado que tivemos no campo deles e no qual a equipa não fez o seu melhor jogo. Tínhamos de vir com tudo para dar a volta e com 15 minutos já tínhamos empatado a eliminatória, que era a nossa principal meta. A equipa fez um trabalho espetacular para passar à ronda seguinte”, afirmou Zalazar. O jogador continuou: “Tinha muita vontade de ganhar e o 2-0 não era suficiente. Estávamos num momento em que tínhamos o controlo do jogo, fizemos os golos e não havia razão para baixar o ritmo. Tínhamos de procurar mais golos, porque eles têm uma grande equipa e podiam causar problemas num contra-ataque. Pelo jogo e pela situação em que estávamos, não havia tempo para descansar ou relaxar.” Zalazar enfatiza o espírito de sacrifício do grupo. “Quando vês todos os teus companheiros a dar o máximo, o Víctor Gómez já quase nem corria nos últimos minutos e vai buscar força onde nem se sabe, isso mostra que somos uma equipa muito unida, temos um grande grupo e corremos uns pelos outros. Estou muito orgulhoso de toda a equipa e pelo Sp. Braga.” O médio concluiu, virando o foco para o próximo adversário: “São dois adversários difíceis, mas agora temos é de pensar no FC Porto. Descansar agora, porque jogamos daqui a poucos dias.”