A 26.ª jornada da Liga Portuguesa ficou marcada pela vitória do FC Porto sobre o Moreirense por 3-0, num jogo dirigido por Carlos Macedo. No entanto, a arbitragem do encontro, especialmente uma decisão envolvendo o jogador Zaidu, suscitou debate e críticas por parte dos analistas.
Um dos lances mais controversos ocorreu aos 58 minutos, quando Zaidu, jogador do FC Porto, realizou uma entrada sobre Travassos, do Moreirense. De acordo com a análise de Pedro Henriques, a jogada deveria ter resultado na expulsão de Zaidu. A Lei 12, que rege as faltas e incorreções, define falta grosseira
como uma entrada que ponha em perigo a integridade física de um adversário ou envolva o uso de força excessiva ou brutalidade. Henriques argumenta que, com a bola à distância jogável, Zaidu esticou a perna e acertou com a sola do pé na zona do tornozelo de Travassos, utilizando força excessiva e colocando em risco a segurança do adversário. O árbitro de campo mostrou apenas cartão amarelo, classificando a ação como negligente. Contudo, as repetições do lance sugerem uma falta grosseira, o que, segundo o protocolo, deveria ter levado à intervenção do VAR para uma eventual decisão de vermelho direto. A responsabilidade por esta decisão incorreta é partilhada entre o árbitro principal e o videoárbitro, que não interveio.
Outros momentos da partida também foram analisados. Aos 14 minutos, a construção do primeiro golo do FC Porto foi considerada legal, sem infrações de fora de jogo. Aos 22 minutos, um lance que envolveu o guarda-redes André Ferreira e os jogadores Alan Varela e Kiwior foi considerado normal, fruto do movimento de defesa do guarda-redes. Aos 25 minutos, a recuperação de bola por Pepê que originou o segundo golo do FC Porto foi validada como sem falta. Já nos acréscimos, a contagem do tempo extra na primeira parte (0 minutos justificados em dois golos) e na segunda parte (3 minutos justificados em seis) foi considerada insuficiente, com Pedro Henriques a sugerir um tempo adicional mais adequado em ambos os casos. Por fim, o golo de William Gomes aos 81 minutos foi considerado legal, apesar da posição de Borja Sainz, que não interferiu na jogada, e o cartão amarelo mostrado a Miguel Silva aos 90+4 minutos por travar Victor Froholdt foi considerado correto.