O antigo futebolista Carlos Alberto, conhecido pela sua passagem vitoriosa pelo FC Porto, encontra-se no centro de uma polémica no Brasil. O jogador, que foi campeão europeu com os dragões
em 2003-2004, foi alvo de uma ordem de expulsão do seu apartamento num condomínio de luxo na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A decisão judicial surge após a acumulação de mais de 50 queixas contra o ex-atleta entre 2019 e 2023, que descrevem um comportamento socialmente problemático.
A juíza Erica Batista de Castro, da 1.ª Vara Cível da Regional da Barra da Tijuca, considerou procedente o pedido de exclusão, fundamentado no comportamento antissocial reiterado
de Carlos Alberto. As queixas, que serviram de base para a ação judicial, incluem a realização de festas com música alta a diversas horas, uso de linguagem vulgar e ofensiva em tom de voz elevado, agressões a visitantes e, alegadamente, a participação em atividades sexuais, como orgias, nas varandas do imóvel. O ex-jogador terá inclusive ignorado multas que totalizam mais de 30 mil euros. Em resposta, a defesa de Carlos Alberto nega veementemente as acusações mais graves, afirmando que este não esteve envolvido em quaisquer atos sexuais públicos ou agressões, e que as multas se devem apenas a queixas de barulho. A defesa alega ainda que o seu cliente é vítima de uma suposta perseguição
por parte do condomínio Alphaland Residence Club e que a exposição mediática do caso tem prejudicado a sua imagem.
Nas redes sociais, Carlos Alberto também se pronunciou publicamente para refutar as notícias. “Venho dizer que nada disso aconteceu. Ao contrário, estou na minha casa e as medidas cabíveis vão ser tomadas”
, escreveu o antigo craque, demonstrando que pretende contestar as alegações e as decisões judiciais que o envolvem nesta controversa situação no Rio de Janeiro.