O treinador do FC Porto, Francesco Farioli, não escondeu as dificuldades que espera no confronto com o Estugarda, na primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa. “Vamos defrontar um grande oponente, que está a exibir-se ao mais alto nível na Bundesliga, o que diz muito sobre o tipo de jogo com que nos vamos deparar amanhã [quinta-feira]. É uma equipa que, como nós, adora pressionar alto. Partilhamos os melhores parâmetros de recuperação de bolas e temos muitas semelhanças”, afirmou o técnico italiano.
Farioli destacou ainda a consistência do Estugarda, que ocupa o quarto lugar na Bundesliga. “Consegue apresentar diferentes estruturas, trabalha com o mesmo treinador há mais de três anos. São bem organizados, gostam de jogar, então esperamos uma partida aberta entre duas equipas que se irão enfrentar com grande atitude e espírito”, disse. O treinador portista concordou ainda com a avaliação do adversário de que o duelo “poderia ser de Liga dos Campeões”, acrescentando: “Facilmente. Principalmente o lado direito das eliminatórias da Liga Europa é muito competitivo”.
Impacto do clássico e decisões técnicas
Questionado sobre o desempenho no clássico frente ao Benfica, Farioli rejeitou qualquer impacto negativo no moral da equipa. “O jogo que fizemos deve dar-nos a confiança certa. O comentário do Mourinho diz tudo, nós fomos lá para ganhar. Durante 75 minutos, o encontro teve uma direção e, nos últimos 15, concedemos o suficiente para pagar o preço”, afirmou.
O treinador confirmou ainda a titularidade de Borja Sainz e justificou a não inscrição de Oskar Pietuszewski na prova europeia: “Com o que aconteceu ao Samu, estou ainda mais convicto de que tomei a decisão necessária. A não inscrição do Oskar Pietuszewski não está relacionada com falta de confiança nele, senão não teríamos pago tal montante por um jogador de 17 anos [até 10 milhões de euros, mediante o cumprimento de objetivos]”.