Ukra e a singular conquista da Liga Europa de 2011: Campeão pelo Porto, com o coração no Braga

  1. Ukra celebra Liga Europa 2010/11
  2. FC Porto venceu Braga na final
  3. Falcao marcou 17 golos
  4. André Villas-Boas - 4 títulos

Ukra, antigo futebolista e internacional português, recordou a sua experiência invulgar na conquista da Liga Europa de 2010/11, um triunfo que celebrou como jogador do FC Porto, mas com uma ligação forte ao seu adversário na final, o Braga. Embora estivesse emprestado aos minhotos e impedido de jogar nas competições continentais, a vivência de Ukra ao longo dessa temporada é digna de registo. “Se o Sp. Braga ganhasse, também me sentiria vencedor, porque fazia parte desse grupo, treinava todos os dias ali e dava o meu melhor, mesmo sabendo que não podia jogar na Liga Europa. Fui para a final, na qual perdemos, mas fui campeão. Não é muito usual, mas fica mais uma história à Ukra para contar”, partilhou o antigo avançado. Esta dualidade de sentimentos sublinha a intensidade da final de Dublin, onde o FC Porto, sob a liderança de André Villas-Boas, derrotou o Braga por 1-0, com um golo de Radamel Falcao.

Ukra, que recebeu a medalha de vencedor devido à sua participação anterior na campanha do FC Porto, incluindo um jogo como titular frente ao Genk e uma entrada como suplente contra o Rapid Viena, enalteceu a qualidade do plantel portista. A respeito de Falcao, que estabeleceu um recorde de 17 golos na competição nessa edição, Ukra afirmou: “Ele fez vários golos bonitos nessa campanha e era diferenciado na finalização, na ética e no trabalho diário. Quando és profissional, tens qualidade e estás num clube vencedor e com todas as condições, é normal que as coisas aconteçam”. O antigo jogador também destacou o papel fundamental de André Villas-Boas, que, além da Liga Europa, conduziu o FC Porto a um campeonato nacional invicto, à Taça de Portugal e à Supertaça Cândido de Oliveira. “O grande segredo foi ter alguém como ele, que não era muito bom numa coisa, mas um 'bom mais' em tudo. Depois, tínhamos grandes jogadores e começámos a formar um grande coletivo. Obviamente, houve quezílias, mas isso acontece em todas as equipas, porque somos competitivos e trabalhamos diariamente para ganhar o lugar. Hulk e Falcão faziam muitos golos, mas não havia inveja de um marcar mais do que o outro”, enfatizou Ukra, revelando a dinâmica e a mentalidade vencedora que caracterizaram essa equipa.

Apesar de sair do FC Porto a meio da época para procurar mais minutos de jogo, Ukra deixou a sua marca na temporada, contribuindo para a conquista de três troféus. “Era um jovem que queria jogar e mostrar valor, sabendo que seria muito difícil ter mais oportunidades e minutos naquele FC Porto vencedor”, reconheceu André Filipe Monteiro, mais conhecido no futebol por Ukra. O seu percurso, que incluiu empréstimos ao Varzim e Olhanense antes de chegar ao Braga, espelha a complexidade do futebol moderno, onde as transferências e os empréstimos moldam as carreiras dos jogadores. A final de Dublin, um confronto 100% português, foi um momento histórico. “É diferente quando se compete contra equipas inglesas, espanholas ou italianas, que têm orçamentos diferentes, jogadores com mais qualidade e outro tipo de argumentos. É difícil repetir [uma final 100% portuguesa], mas quem sabe se não pode acontecer outra vez este ano”, concluiu Ukra, um testemunho da competitividade do futebol português e europeu.

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