Fábio Veríssimo, árbitro internacional, apresentou uma participação disciplinar contra o Futebol Clube do Porto junto do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). A queixa prende-se com uma alegada denúncia caluniosa por parte do clube portuense, resultando na abertura de um novo processo disciplinar. Esta iniciativa de Veríssimo surge após o arquivamento de um processo anterior, no qual o FC Porto o acusava de conduta imprópria.
A origem desta contenda remonta ao jogo entre Arouca e FC Porto (0-4), a 29 de setembro de 2025, referente à sétima jornada da prova. O FC Porto acusou Fábio Veríssimo de ter feito ameaças e intimidações a dirigentes do clube após esse jogo, alegando que estas se concretizaram no triunfo caseiro dos dragões sobre o Sporting de Braga (2-1), a 2 de novembro. Em resposta, Fábio Veríssimo relatou uma alegada tentativa de pressão à equipa de arbitragem por parte do FC Porto durante o intervalo do jogo contra o Sporting de Braga, referindo que se deparou com um televisor no balneário do Estádio do Dragão a passar lances da primeira parte, em que este não podia ser desligado.
Em 27 de dezembro de 2025, o CD da FPF aplicou uma coima de 12.750 euros ao FC Porto por inobservância qualificada de outros deveres, sanção da qual o clube recorreu para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD). O processo inicial do FC Porto contra o árbitro foi arquivado em 16 de janeiro de 2026. Agora, Fábio Veríssimo remete para o artigo 112.º-A do Regulamento Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), que prevê multas entre 2.550 e 25.500 euros por denúncias caluniosas de clubes sobre agentes desportivos. Caso a queixa seja considerada procedente, o FC Porto poderá enfrentar novas sanções financeiras, aumentando a tensão nas relações entre o clube e a arbitragem portuguesa.