Cláudio Ramos: Legado de Jorge Costa e Resiliência no Balneário do FC Porto

  1. Cláudio Ramos evoca legado de Jorge Costa.
  2. Guarda-redes dedica Taça ao antigo capitão.
  3. Grupo reagiu com união à derrota do Casa Pia.
  4. Farioli adaptou-se à identidade do FC Porto.

Cláudio Ramos, guarda-redes do FC Porto, concedeu uma entrevista emotiva aos canais oficiais do clube, onde recordou o legado de Jorge Costa e partilhou detalhes sobre a resiliência do balneário azul e branco. O internacional português não escondeu a admiração pelo antigo defesa, que marcou gerações no futebol português.

A perda de Jorge Costa foi um momento difícil para o balneário e para o próprio Cláudio Ramos, que teceu grandes elogios ao “Bicho”. “Era alguém de quem eu gostava de estar sempre perto. Adoro sentar-me à mesa com pessoas dessa geração e ficar uma tarde inteira a ouvir histórias, e o Jorge era exatamente isso: tu sentavas-te e ficavas apaixonado por aquilo que ele dizia. Ele tinha aquele cheiro de balneário, aquelas sensações que mais ninguém tem porque ninguém viveu o que ele viveu. Ele adorava toda a gente, não tinha inimigos, não tinha maldade. Quero muito que, no fim, nos Aliados, possamos levantar a taça por ele, para o Jorge e para a família dele, porque eles merecem”, referiu o guarda-redes, evidenciando o desejo de dedicar a possível conquista da Taça ao antigo capitão.

O guarda-redes portista também abordou o impacto da derrota frente ao Casa Pia, a única sofrida até então no campeonato. A reação do grupo foi de união e discernimento, evitando o pânico. “Foi incrível porque chegámos ao autocarro e juntámo-nos, e isso já não é muito comum hoje em dia. Antigamente a malta acabava o jogo e ficava a conversar ou a jogar cartas, agora é cada um com o seu tablet ou os seus fones. Sentámo-nos e começámos a falar do jogo. A ideia-chave era: “Não podemos entrar em pânico porque perdemos um jogo”. Somos a mesma equipa que estava há vários jogos sem perder, que tinha muitas balizas a zero e que liderava o campeonato. Por isso, não havia motivo para pânico”, explicou Cláudio Ramos. A conversa foi crucial para a recuperação anímica: “Dissemos que amanhã seria outro dia, que íamos voltar ao trabalho e preparar o próximo jogo. Quando ficas a pensar demasiado numa derrota, crias ansiedade e nervosismo. E, sinceramente, senti ali que no jogo seguinte íamos dar uma boa resposta, só por aqueles minutinhos no autocarro em que toda a gente participou na conversa”.

A adaptação do treinador Francesco Farioli à identidade do FC Porto também foi destacada. “Ele não tentou moldar o que é o FC Porto, procurou antes conhecer o clube e adaptar-se à sua identidade. Não o conhecia antes, mas hoje digo que é um treinador à Porto pela forma como trabalha, pela intensidade, pela dedicação e até pela maneira como fala connosco e prepara os jogos”, afirmou Cláudio Ramos. A equipa técnica, composta por nomes como Castro e Lucho, tem sido fundamental na transmissão dos valores do clube. “Ele rodeou-se de pessoas que sabem exatamente o que é ser do FC Porto, o Castro, o Lucho... O Lucho, então, conhece o clube como poucos e consegue transmitir ao mister o que realmente significa jogar aqui.”

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