Herança de Pinto da Costa: Filho perde batalha em tribunal contra madrasta

  1. Filho de Pinto da Costa perdeu processo em primeira instância
  2. Alexandre contesta alteração de testamento de Pinto da Costa
  3. Cláudia Campo refuta acusações de delapidação de património
  4. Joana Pinto da Costa alinha-se com a madrasta em tribunal

A disputa pela herança de Pinto da Costa continua a agitar os tribunais, com o filho mais velho do ex-presidente do FC Porto, Alexandre Pinto da Costa, a sofrer uma nova derrota em primeira instância contra a sua madrasta, Cláudia Campo. A antiga bancária, de 49 anos, viu o tribunal considerar que o caso apresentado por Alexandre “não tinha viabilidade para ter seguimento”, aguardando agora se o enteado irá recorrer da decisão.

O cerne da questão reside na alteração do testamento de Pinto da Costa, ocorrida pouco antes da sua morte em fevereiro de 2025. O histórico dirigente decidiu deixar ao filho mais velho apenas o mínimo legalmente previsto, excluindo-o da quota disponível, que foi destinada à sua companheira, Cláudia, e à filha mais nova, Joana. Alexandre, apesar da relação por vezes conturbada com o pai, contestou os valores e questionou o destino de bens significativos, incluindo ações, obras de arte e relógios, que alegadamente desapareceram do património familiar.

Alexandre Pinto da Costa avançou com duas ações em tribunal, reclamando quase 3,7 milhões de euros e acusando a madrasta de delapidação de património. Segundo a sua versão, o valor em falta ascende a 3,7 milhões de euros, argumentando que a herança apresentada é apenas 31% do valor total. A defesa de Cláudia Campo, por outro lado, refuta as acusações, alegando que não possui os bens mencionados e que as alegações de manipulação são “meras suposições, sem qualquer base fatídica”. A viúva alega ainda que a ação do filho é um “abuso de direito e má-fé”, com pedidos “manifestamente excessivos e vagos”. O processo de inventário encontra-se suspenso até que a decisão sobre o recurso seja proferida.

A irmã de Alexandre, Joana Pinto da Costa, declarou ao tribunal em outubro do ano passado que “fazia seus os articulados da ré”, demonstrando alinhamento com a posição da madrasta. A defesa de Cláudia Pinto da Costa sublinha que a vontade de Pinto da Costa foi manifestada de forma “livre, consciente e juridicamente válida” através de escritura pública. A antiga bancária, marcada pela exposição mediática, busca agora paz e proteção para a sua saúde, sentindo-se desgastada com a situação judicial. Fonte próxima de Cláudia Campo assegura que o valor reclamado por Alexandre é um absurdo, pois o dirigente não possuía tantas posses como o filho acredita, dada a sua relação distante.

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