O FC Porto, após uma vitória apertada contra o Nacional, enfrenta um calendário de seis jogos consecutivos num período de apenas 28 dias, com discussões importantes no campeonato e na Taça de Portugal. Este ciclo, que se estende até 22 de março, inclui confrontos diretos que podem definir o rumo da temporada, testando a profundidade e a resistência do plantel de Francesco Farioli.
A sequência de jogos começa em casa, no Estádio do Dragão, contra o Rio Ave, pela 23.ª jornada. Na semana seguinte, os dragões recebem o Arouca antes de uma deslocação de peso a Alvalade para a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal contra o Sporting. O desafio continua com outro clássico na capital, desta vez no Estádio da Luz, para defrontar o Benfica a contar para o campeonato. A meio de tantos clássicos, o FC Porto recebe o Moreirense e finaliza este bloco exigente com uma difícil deslocação ao terreno do SC Braga, um adversário que já deu trabalho na primeira volta. Com quatro pontos de vantagem sobre o Sporting e sete sobre o Benfica, a equipa tem como objetivo primordial manter a sua posição confortável no topo da tabela.
As dificuldades não se limitam ao calendário. A equipa de Farioli tem evidenciado uma crise ofensiva em fevereiro, marcando apenas um golo em cada um dos seus últimos três jogos – uma derrota por 2-1 contra o Casa Pia, um empate por 1-1 com o Sporting e uma vitória por 1-0 sobre o Nacional. A análise estatística da plataforma Sofascore aponta para uma menor criação de oportunidades e baixa eficácia, com os avançados como Borja Sainz e Pepê a atravessarem um período de seca goleadora, e a lesão de Samu a agravar a situação. Apenas Rosario, Fofana e Bednarek marcaram em fevereiro. Além das preocupações ofensivas, as lesões de Samu e Kiwior e a perda de pontos recentes contra o Casa Pia e Sporting aumentam a pressão sobre a equipa, que precisa de ser eficaz e manter o seu foco defensivo para superar este período.