FC Porto critica arbitragem após anulação de golo do Famalicão frente ao Sporting

  1. Golo do Famalicão anulado em Alvalade
  2. FC Porto critica "impunidade chocante" de Hjulmand
  3. Roberto Rosetti: "Não podemos continuar nesta senda de intervenções microscópicas do VAR"
  4. FC Porto lamenta "casos infelizes sempre a favor dos mesmos"

O FC Porto não poupou críticas à arbitragem e ao Sporting após a anulação do golo do Famalicão em Alvalade, que os leões venceram por 1-0. A newsletter Dragões Diário desta terça-feira foi o veículo para duras acusações, com o clube azul e branco a apontar o dedo a uma “impunidade chocante” de Hjulmand e a questionar a influência na arbitragem portuguesa, fazendo referência ao jogo frente ao Famalicão, em que um golo foi anulado à formação minhota.

As críticas do FC Porto são veementes. “Concluída mais uma jornada do campeonato, o FC Porto continua à frente de um adversário proibido por decreto de perder pontos. A equipa mais beneficiada pelos erros infelizes dos árbitros voltou a ser levada ao colo frente ao FC Famalicão – novamente prejudicado contra o Sporting, depois da expulsão perdoada a Gonçalo Inácio no jogo da primeira volta. Ao contrário do que sucedera nos Açores, quando Rui Borges, ainda preso ao século passado, não sabia trabalhar com as novas tecnologias, desta vez o treinador do Sporting aprendeu rápido e lá se socorreu do tablet colocado à frente dos seus olhos para rever as imagens e para defender a existência de uma 'falta clara' sobre Maxi Araújo”, pode ler-se. Os dragões não deixam de lado as palavras do Diretor Técnico Nacional da Arbitragem, que sublinhou as declarações de Roberto Rosetti: “Acho que nos esquecemos da razão pela qual o VAR foi introduzido. Há oito anos fui a Londres discutir o significado do VAR e falámos de erros claros e óbvios. A tecnologia funciona muito bem em decisões factuais. Nas interpretações, a avaliação subjetiva é mais difícil (...) Não podemos continuar nesta senda de intervenções microscópicas do VAR. Quando se está a ver um lance em câmara superlenta, encontra-se sempre alguma coisa”, explicou o presidente do Comité de Arbitragem da UEFA, citado na newsletter.

O clube da cidade invicta lamenta uma “época desportiva marcada por casos infelizes sempre a favor dos mesmos” e direciona o foco para Morten Hjulmand. “Podia parecer gozo, mas não é. Parece que alguém manda na arbitragem em Portugal e claramente não são os seus dirigentes. A única razão para haver uma intervenção do VAR no golo limpo do FC Famalicão poderá estar relacionada com uma famosa queda na área de Morten Hjulmand, após ter sentido o toque de um dedo na cara, para ganhar um penálti nos Açores. A partir daí, o futebol português estabeleceu o padrão para as intervenções do VAR e, dessa forma, anteontem assinalou-se falta antes do golo limpo do FC Famalicão. Perante isto, parece quase absurdo registar um caso que passou ao lado do VAR na semana passada. Em mais um lance infeliz a favorecer os mesmos, um jogador do Sporting pontapeou violentamente a cabeça de um atleta. Não, não estamos a falar de Matheus Reis, o intimidador de apanha-bolas, estamos a falar de outro. Desde a simulação nos Açores à agressão ao jogador do Aves SAD, é chocante a impunidade que goza semanalmente perante os árbitros para discutir de forma veemente todo e qualquer lance de jogo. Não fosse a intervenção do FC Porto, o Conselho de Disciplina preparava-se para fazer vista grossa ao lance em questão. Em abono da verdade, as imagens parecem desaparecer misteriosamente, inclusive as das revolucionárias bodycams dos árbitros – o ex-líbris da transparência, segundo o Presidente do Conselho de Arbitragem”, refere o FC Porto, que ainda “não surpreende o silêncio cúmplice no outro lado da Segunda Circular – que clama por ainda mais penáltis – nesta Santa Aliança que visa tentar derrubar o FC Porto de todas as maneiras.”