Numa data que marca o primeiro aniversário da morte de Jorge Nuno Pinto da Costa, figuras proeminentes do futebol português, como André Villas-Boas e Sérgio Conceição, prestaram sentidas homenagens ao antigo presidente do FC Porto. Villas-Boas, em texto publicado no Jornal de Notícias, enalteceu o legado deixado por Pinto da Costa, afirmando que “Graças a Pinto da Costa, hoje sabemos que a vitória no FC Porto não nasce do conforto: nasce da superação, da exigência e da firmeza na proteção dos nossos princípios. (...) Sabemos tudo isso porque nos foi deixado um clube forte e poderoso, vencedor por mérito, duro por necessidade e infinitamente mais nobre do que o discurso hipócrita e de falso moralismo com que, tantas vezes, nos tentam diminuir. Hoje o FC Porto é maior do que qualquer ataque, maior do que qualquer caricatura maior do que qualquer campanha”.
Villas-Boas descreveu Pinto da Costa como alguém “De uma sagacidade, sabedoria e inteligência invulgares”, que “nunca se acomodou perante as idiossincrasias de um país centralista, onde tantas vezes se confundiu poder com geografia, influência com privilégio, e onde a narrativa sobre o FC Porto continua a ser cozinhada num ruído que não é isento, nem justo, nem limpo”. Sérgio Conceição, por sua vez, recorreu às redes sociais para expressar a sua gratidão e saudade: “O meu presidente. Faz hoje um ano que partiu um homem que marcou para sempre a minha carreira e a minha vida. O presidente mais titulado da história do futebol. O grande arquiteto das conquistas eternas do Futebol Clube do Porto. Mas, para mim, foi muito mais do que isso. Foi um amigo. Um guia”.
O atual técnico portista partilhou ainda que “Devo-lhe tanto. Devo-lhe oportunidades, Devo-lhe palavras ditas no instante certo, olhares que davam força, silêncios que ensinavam. Há decisões que mudam uma carreira. A minha teve data: 27 de maio de 2017. Hoje, mais do que nunca, sei que foi a melhor decisão da minha vida profissional…”. A influência de Pinto da Costa é tal que Conceição confessou: “Ainda hoje procuro os seus conselhos. Ainda hoje imagino o que me diria. E, de alguma forma, continuo a ouvi-lo”, concluindo com palavras de “gratidão infinita e uma saudade que não passa”. A memória do líder histórico foi também celebrada com um espetáculo de drones sobre o Estádio do Dragão, numa homenagem simbólica que evocou os 42 anos de liderança dos dragões.