Farioli ignora polémicas e foca-se no desempenho da equipa

  1. Farioli não comenta palavras de Rui Borges
  2. Equipa invencível contra os dois maiores rivais
  3. FC Porto só sofreu 2 golos em clássicos
  4. Nacional será próximo adversário do FC Porto

A recente conferência de antevisão de Francesco Farioli, técnico do FC Porto, foi amplamente dominada pela ressaca do Clássico. Questionado sobre as palavras do seu colega, Rui Borges, Farioli optou por não as comentar diretamente, demonstrando um foco inabalável na sua equipa e no trabalho desenvolvido. O treinador abordou a questão do ruído mediático e assegurou que o mesmo não mina a coesão e a motivação do plantel.

Farioli sublinhou a importância de valorizar o desempenho em campo, afastando as distrações externas. “Estamos num momento em que há um dossier em aberto, as autoridades estão a averiguar o que há para averiguar. Arranjamos sempre razões para tirar as atenções do jogo. Vi um artigo esta manhã que falava disso mesmo: quão rápido nos esquecemos da bola a rolar na relva e o que acontece no campo – e acho que a atenção tem de estar lá. Não vejo muitos comentários sobre o que estamos a fazer, o que estes rapazes fazem todos os dias. Estamos contentes com o processo, com uma equipa que está invencível contra os dois maiores rivais, que só concedeu dois golos, um com penálti no último minuto do jogo e um autogolo. Há coisas muito boas de que, às vezes, devíamos falar mais”, afirmou o técnico, evidenciando o seu descontentamento com a abordagem mediática.

O técnico portuense fez ainda uma revisão detalhada do Clássico, reforçando a convicção de que a sua equipa merecia um desfecho diferente. “Acho que sou o único que lê todos os jornais, porque é o meu trabalho estar aqui muitas vezes por semana para falar convosco. Os jogadores, por vezes, veem uns tweets, alguns pegam no jornal algumas vezes, mas, no final, todo o ruído, toda esta poluição e polémicas que se tentam construir não afetam minimamente a dinâmica do grupo. O grupo está muito motivado. Vimos de um Clássico em que não conseguimos o resultado que queríamos, mas fizemos uma grande exibição. Há muitas formas de analisar o jogo, toda a gente vê os jogos com os seus óculos e perspetiva. Algo que gosto de fazer na revisão do jogo é observar um painel que o meu analista costuma fazer e é lá que está a abordagem ao jogo. Só havia um vídeo da nossa fase de construção. E tivemos 25 momentos de pressão alta. Acho que merecíamos ganhar e, após uma revisão a frio, continuo a pensar o mesmo. Contra uma grande equipa, digo isso há muitas semanas, estão a fazer um trabalho fantástico na Liga e na Champions. Mas se forem ver os 90 minutos foi muito claro como a equipa jogou e, sobretudo, o desejo de obter o resultado. Quando defendemos mais baixo, é porque defrontámos uma equipa de topo, e acho que defendemos muito bem, porque não concedemos quase nada, tirando o penálti. É muito fácil manter a equipa na mentalidade certa. A exibição que fizemos contra o Sporting foi muito positiva, mas sem o resultado que queríamos”, destacou Farioli, defendendo a performance dos seus jogadores. Olhando para o futuro, o foco muda para o próximo desafio. “Mas a realidade é que, devido ao vosso trabalho, a atenção está no passado, enquanto o nosso futuro é o Nacional, uma equipa que quando veio jogar ao Dragão nos pôs em dificuldades. Em jeito de comparação, o Nacional é uma das equipas que tem mais clipes da nossa primeira fase de construção, porque eles vieram pressionar agressivamente, foram pressionar o Diogo Costa, os nossos centrais, tiveram uma estratégia diferente na primeira fase do jogo, outra na segunda e outra no meio-campo deles. É uma equipa capaz de gerir os momentos de jogo e temos de dar a resposta certa perante os cenários que vamos encontrar”, concluiu o treinador, já projetando a próxima partida com o Nacional e a necessidade de uma resposta tática eficaz.