Polémicas no Clássico: FC Porto e Sporting Empatam Dentro e Fora de Campo
O clássico entre FC Porto e Sporting, que terminou empatado a uma bola, foi marcado por uma série de incidentes e acusações mútuas entre os clubes, com a maioria das polémicas a ocorrer fora do campo. Desde o fogo de artifício junto ao hotel do Sporting no Porto até às queixas sobre o balneário e a conduta dos apanha-bolas, o ambiente pré e pós-jogo foi tenso e controverso. Os dois clubes não chegaram a um consenso sobre o que realmente aconteceu.
As queixas mais notórias do Sporting incluíram a situação do balneário visitante no Estádio do Dragão. O clube leonino alegou que o local estava decorado com capas de jornais alusivas a títulos do FC Porto. Contudo, o FC Porto refutou as acusações, explicando que as imagens estão no balneário desde setembro do ano passado, fazendo parte das visitas guiadas ao Museu do clube, e podem ser vistas por qualquer visitante. Outra acusação do Sporting referia-se à temperatura elevada do balneário, à qual o FC Porto respondeu que a climatização é centralizada e a definida para aquela área específica do estádio. Houve ainda queixas sobre uma sala anexa trancada e o roubo de toalhas utilizadas pelo guarda-redes Rui Silva para secar as luvas.
Tensões Adicionais e o Papel da PSP
Para além disso, o Sporting relatou problemas com colunas que emitiam assobios na zona dos adeptos visitantes e a conduta dos apanha-bolas do FC Porto, que teriam escondido várias bolas nos minutos finais, com o resultado em 1-0. A Polícia de Segurança Pública (PSP) esteve atenta, mas não foi necessário utilizar bastões ou outros meios de controlo de multidões.
Este conjunto de acontecimentos criou um clima de tensão que, para muitos, ofuscou o desempenho dentro das quatro linhas e alimentou a rivalidade entre os dois emblemas, trazendo um foco indesejado para as questões logísticas e de ambiente em torno de um dos jogos mais esperados do campeonato português.