André Villas-Boas, presidente do FC Porto, abordou a escolha de Luís Godinho para arbitrar o clássico contra o Sporting, destacando o histórico do juiz da AV Évora em jogos dos dragões e criticando o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol. O líder portista expressou a sua “falta de fé” no referido conselho, reiterando uma desconfiança já manifestada anteriormente, e comentou a mudança no ambiente em torno da arbitragem em Portugal.
Além da questão da arbitragem, Villas-Boas pronunciou-se sobre o recurso do FC Porto contra o castigo de dois jogos aplicado a William Gomes, comparando o incidente a um lance similar com Thiago Silva que resultou numa suspensão mais branda. O presidente também teceu considerações sobre as movimentações do clube no mercado de janeiro, justificando as contratações como forma de reforçar a equipa para as fases a eliminar das competições, e comentou a exclusão de Pietuszewski da lista da UEFA.
Arbitragem do Clássico e o Conselho de Arbitragem
Sobre a nomeação de Luís Godinho para o clássico, Villas-Boas afirmou: “Apenas posso registar as estatísticas que Luís Godinho tem com o FC Porto, mais nada, acho que são evidentes, como não posso deixar de assinalar as excelentes atuações que já teve em jogos do FC Porto esta época.” O presidente reconheceu o bom desempenho do árbitro em diversas ocasiões, mas ressalvou um episódio: “Portanto, é também preciso fazer o justo reconhecimento, especialmente no jogo com o Tondela, pois o outro ficou marcado por alguns lances de más decisões onde o Conselho de Arbitragem teve de recriminar o árbitro, de resto o seu registo é conhecido.”
A crítica ao Conselho de Arbitragem foi contundente. “Nós já passamos uma posição clara e evidente sobre o Conselho de Arbitragem, a falta de fé que temos nele, portanto não me posso alongar muito mais do que tenho vindo a dizer,” declarou Villas-Boas. O líder portista assinalou ainda uma mudança positiva no ambiente em torno da arbitragem: “Felizmente para o futebol português as intervenções públicas acabaram e parece que encontramos um certo bem-estar cada vez maior em relação aos árbitros que podem finalmente exercer os seus papéis sem o ruído que estava a ser montado pelo Conselho de Arbitragem, o seu presidente e o seu diretor técnico.”
Recurso no Caso William Gomes
Questionado sobre o recurso do FC Porto contra o castigo de dois jogos a William Gomes, Villas-Boas confirmou: “Sim, iremos recorrer.” O presidente estabeleceu uma comparação com um lance similar: “Tivemos um lance muito semelhante na nossa ótica com o Thiago Silva e um jogador do Gil Vicente, que resultou numa suspensão de 1 jogo,” argumentando uma disparidade de tratamento.
Villas-Boas procurou não desvalorizar a situação do adversário, mas questionou a diferença de critérios: “Sem querer menosprezar os ferimentos que sofreu o jogador do Casa Pia, os ferimentos que o Thiago sofreu também poderiam ter os mesmos danos e o mesmo impacto, acho que a violência é a mesma. Aguardámos para ver atempadamente qual será o castigo aplicado.”
Mercado de Janeiro e Reforços da Equipa
O presidente do FC Porto abordou as movimentações do clube no mercado de janeiro, indicando que as contratações visaram dar mais ferramentas à equipa para as competições. “Seguramente… Agora começam as fases a eliminar, os desafios são maiores, há fortes candidatos à Liga Europa e nós vamos manter o nosso tom de humildade e respeito pelos adversários, continuando o nosso caminho e sabendo de antemão que nas fases a eliminar os adversários são mais fortes,” declarou.
Villas-Boas também comentou a exclusão de Pietuszewski da lista da UEFA, em detrimento de Thiago Silva, Fofana e Moffi: “São decisões do treinador. O treinador tem as suas responsabilidades e comunica ao jogador da forma que melhor achar.”