A eterna discórdia do futebol português

  1. Pinto da Costa não conseguiu acabar com guerras de egos no futebol português
  2. André Villas-Boas diz que se vive uma 'paz podre' no futebol nacional
  3. Clássico FC Porto-Benfica é o 'jogo da época' para os dragões
  4. Presidente da República pede 'concórdia' entre FPF e Liga Portugal

Nem a morte de Pinto da Costa conseguiu pôr fim às intermináveis guerras de egos e interesses que têm assolado o futebol português nos últimos anos. Numa altura em que se esperava um período de maior entendimento e convergência entre os principais agentes do desporto, parece que o regresso à “normalidade” é inevitável.

Segundo o presidente do FC Porto, André Villas-Boas, “andamos há anos a viver uma paz podre” no futebol nacional. Numa crítica direta à situação vigente, o líder dos dragões lamentou que “cada um vai fazendo o seu papel, assobiando mais para o lado ou mais para a frente, mas não há sinais de concórdia.”

Clássico FC Porto-Benfica será o jogo da época

De facto, os sinais de discórdia têm vindo a público nos últimos tempos. O próprio Villas-Boas admitiu recentemente que o clássico FC Porto-Benfica será “o jogo da época” para os azuis e brancos, dada a importância que pode ter na luta pelo título. Nesse contexto, o presidente portista visitou o centro de treinos do Olival para “reunir tropas” e transmitir uma mensagem de “confiança e responsabilidade” aos jogadores.

Por seu lado, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, tem tido sucessivos atritos públicos com o homólogo da Liga Portugal, Pedro Proença. Estas desavenças levaram inclusive o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a comentar a situação, pedindo uma “concórdia” entre as duas instituições.

Governo intervém no jogo de guerrilha

Entretanto, o primeiro-ministro também tem sido forçado a intervir neste “jogo de guerrilha” entre os líderes do futebol português. Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que as instâncias governamentais devem, acima de tudo, “preocupar-se com o Desporto enquanto motor de ajuda ao desenvolvimento da sociedade”, em vez de se focarem nas “questiúnculas do desporto.”

Perante este cenário, a sensação é a de que o futebol português voltou aos velhos tempos de “polémica estéril e assobios para o lado em relação aos verdadeiros problemas” do desporto. E, como lembrou Villas-Boas, a sobrevivência a prazo desta indústria depende da capacidade dos principais protagonistas se entenderem.

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