Luís Duque contesta as declarações de Pedro Proença sobre as finanças da Liga Portuguesa de Futebol

  1. Luís Duque liderou a Liga Portuguesa de Futebol entre 2014 e 2015
  2. Pedro Proença afirmou que encontrou a Liga 'num estado lastimável e em situação de pré-falência'
  3. Duque garante que a Liga tinha os cofres cheios e receitas suficientes para garantir a sua sustentabilidade
  4. Durante o mandato de Duque, a Liga registou 'um extraordinário superavit' com as receitas a ultrapassarem as despesas

Luís Duque, que liderou a Liga Portuguesa de Futebol entre 2014 e 2015, emitiu um comunicado a contestar as declarações de Pedro Proença sobre o estado financeiro da instituição quando este assumiu a presidência.

Segundo Duque, Proença afirmou, na sua despedida da Liga, que a encontrou «num estado lastimável e em situação de pré-falência», algo que o antigo dirigente considera não corresponder à realidade. Duque garante que, por diversas vezes, alertou Proença para esta «imprecisão», tendo recebido a promessa de que iria corrigir essa informação publicamente, reconhecendo que, na verdade, herdou uma Liga «não apenas com os cofres cheios, mas com receitas suficientes para garantir a sua sustentabilidade nos anos seguintes». Contudo, tal nunca aconteceu, lamentou Duque.

A situação financeira da Liga Portuguesa de Futebol


O antigo presidente da Liga Portuguesa de Futebol assegura que, quando a sua equipa assumiu funções, a instituição «encontrava-se numa situação dramática», sem dinheiro disponível em caixa nem receitas comerciais para receber, além de um «enorme conjunto de dívidas acumuladas», como as devidas aos árbitros. Porém, com «muito trabalho» e graças à confiança dos parceiros, a equipa de Duque garantiu «vários patrocínios essenciais», como da NOS, Olivedesportos e Samsung, conseguindo «assim garantir o futuro das ligas profissionais, incluindo a Taça da Liga, que se encontrava ameaçada pela falta de receitas».

Renegociação das taxas de inscrição de jogadores


Duque destaca ainda que foi durante a sua presidência que se iniciou a renegociação das taxas de inscrição de jogadores nas transferências internacionais, processo concluído por Luís Costa no primeiro mandato de Proença e que permitiu à Liga aumentar as suas receitas em cerca de 1,5 milhões de euros por ano. Além disso, a reestruturação das competições profissionais, com a redução do número de clubes na 2ª Liga de 24 para 18, contribuiu para a diminuição de despesas em cerca de 1 milhão de euros.

Superavit durante o mandato de Duque


O antigo dirigente garante que, durante o seu mandato, a Liga registou «um extraordinário superavit», com as receitas a ultrapassarem largamente as despesas, e afirma estar disponível para apresentar toda a documentação necessária, incluindo os contratos de patrocínio celebrados.

Apesar de não ter como objetivo «atacar ninguém», Duque considera não poder «deixar, por respeito ao esforço da equipa» que liderou, de «repor a verdade sobre a situação financeira da Liga Portuguesa de Futebol no fim» do seu mandato. Por fim, deseja «os maiores sucessos, pessoais e profissionais» a Pedro Proença na sua nova função como presidente da Federação Portuguesa de Futebol.

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