A morte de Pinto da Costa e o silêncio dos rivais

  1. A morte de Pinto da Costa, presidente do FC Porto durante 42 anos, foi um dos acontecimentos mais marcantes do desporto português nas últimas semanas
  2. O Benfica e o Sporting não apresentaram quaisquer condolências públicas pela partida de Pinto da Costa
  3. Pinto da Costa liderou o FC Porto numa «frente de batalha» contra os rivais do Sul, cultivando uma clivagem desportiva e extra-desportiva
  4. O silêncio dos rivais do FC Porto foi interpretado pelos dragões como uma demonstração de «incapacidade de cultivar princípios elementares de relacionamento institucional, razoabilidade e bom senso»

A morte do presidente do FC Porto, Pinto da Costa, foi um dos acontecimentos desportivos mais marcantes das últimas semanas em Portugal. No entanto, os seus dois principais rivais, o Benfica e o Sporting, não apresentaram quaisquer condolências públicas pela sua partida.

Apesar de poder parecer uma falta de respeito, este silêncio é facilmente compreensível tendo em conta a história recente do futebol português. Pinto da Costa liderou o FC Porto numa verdadeira «frente de batalha» contra os rivais do Sul, cultivando uma clivagem desportiva e extra-desportiva que raramente o deixou celebrar conquistas próprias, mas antes vitórias contra os adversários, sejam eles o Benfica, o Sporting, a imprensa ou mesmo o «centralismo lusitano».

A relação belicosa com os rivais

Neste contexto, é natural que Benfica e Sporting não tenham sentido a necessidade de prestar homenagem a alguém que foi, durante décadas, um dos seus principais antagonistas no futebol português. Como refere um adepto atento, o próprio termo «inimigo» utilizado para descrever a relação de Pinto da Costa com os rivais é revelador da natureza belicosa da sua presidência.

Ainda assim, apesar da compreensão desta posição, vários especialistas consideram que Benfica e Sporting deveriam ter assinalado a morte de Pinto da Costa com uma simples mensagem de pesar. O treinador André Villas-Boas, por exemplo, tem-se esforçado nos últimos meses por encontrar pontos de convergência entre os maiores clubes do país, visando o bem do futebol português. Uma nota de condolências, ainda que breve, teria custado pouco e não defraudado os adeptos, permitindo que este caminho de aproximação prosseguisse.

O silêncio interpretado como falta de bom senso

Infelizmente, o silêncio dos rivais do FC Porto acabou por ser interpretado pelos dragões como uma demonstração de «incapacidade de cultivar princípios elementares de relacionamento institucional, razoabilidade e bom senso». Espera-se agora que este episódio não venha a prejudicar os esforços pela unidade do futebol português, numa altura em que o desporto nacional tanto precisa de se unir em torno de objetivos comuns.

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