Hugo Oliveira, o técnico que tem guiado o Famalicão nesta temporada, faz um balanço positivo da campanha da equipa, independentemente do desfecho da última jornada do campeonato e de uma possível qualificação para as competições europeias. Em conferência de imprensa, o treinador destacou a consistência e a união do grupo como pilares de uma época que considera ter sido de excelência
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“Há ainda coisas muito importantes para fazer. Há um jogo para jogar que é muito importante para nós, como todos os outros. Vamos jogar para ganhar perante um bom adversário e criar memórias nos nossos adeptos e em nós próprios também”
, afirmou o treinador, projetando o embate final contra o Alverca. A partida está agendada para este sábado, às 20h30. O técnico não esconde o misto de emoções que paira sobre o clube neste final de época: “O importante é dizer que há um misto de emoções dentro do clube. Há já um certo saudosismo porque estamos a finalizar a época, uma vez que gostamos tanto de cá estar e de trabalharmos juntos, mas também há um orgulho por tudo aquilo que temos vindo a fazer. E essa junção do saudosismo e do orgulho leva ao que é mais importante, que é ainda haver coisas para fazer. Há um jogo muito importante para jogar e queremos desfrutar de mais um momento com os nossos. Vai ser um jogo muito difícil, diante de um excelente adversário, e vamos ser iguais a nós próprios, jogando para ganhar”
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Olhando para o adversário da jornada final, o Alverca, Hugo Oliveira não poupou elogios, comparando o trabalho da equipa de forma favorável: “É uma equipa muito boa, muito compacta a defender, que consegue sair muito rápido para o ataque e criar muitos problemas. A junção entre um projeto novo e ambicioso, jogadores de qualidade e um treinador rigoroso e pragmático só podia dar o resultado que deu”
. O técnico aprofundou a sua análise sobre o Alverca, destacando que “Olho para este Alverca e vejo um pouco do Famalicão no primeiro ano na Liga. A junção de muitos jogadores pela primeira vez, mas jogadores de muita qualidade. O Alverca tem jogadores de muita qualidade técnica, o Figueiredo, o Chiquinho, o Nabil [Touaizi], bem como dois centrais muito bons e um outro muito experiente, guarda-redes com muito potencial, bem como jogadores com mais experiência, como o Lincoln. E também com um bom treinador, muito rigoroso, pragmático e super organizado. É um projeto com pernas para andar e isso só poderia dar o resultado que deu, quiçá, um dos melhores trabalhos da época. É uma equipa muito boa, que nos vai trazer muitos problemas, mas nós olhamos muito para nós e para a nossa forma de estar. Vai ser um bom espetáculo de futebol e um bom momento para competir”
. Independentemente do resultado da última partida, a perspetiva de Hugo Oliveira sobre a temporada é clara: “Independentemente do que acontecer amanhã, esta foi uma época de excelência do Famalicão. Não pelos recordes ou pela classificação, mas pela consistência, pela capacidade de reação nos momentos difíceis e pela união que este grupo demonstrou ao longo da época”
. Ele complementa, afirmando que “Independentemente do que acontecer amanhã e do lugar na tabela em que possamos ficar, esta foi, na minha opinião, uma época de excelência do Famalicão. Foi a junção de um pensar e de uma ambição de quem lidera este clube com a ambição de uma equipa técnica super trabalhadora, que vive o clube 24 horas por dia, e tudo agarrado ao talento dos jogadores. Temos um plantel que é uma verdadeira família, que se ajuda mutuamente e que, juntos, caminhamos para o desenvolvimento. Olhando para estes meses em que estivemos juntos, acho que criámos muitos momentos bonitos para os nossos adeptos. Acho que é importante dizer que este não é um projeto de treinador. O Famalicão tem a sua história e já é muito longa. Tem agora um capítulo com um novo proprietário e é um projeto que tem muito potencial. Não é um projeto do Hugo Oliveira. É um projeto dos jogadores, das pessoas que trabalham aqui no dia a dia. Eles ajudam-me a crescer a mim, eu ajudo-os a crescer a eles, e todos ajudamos o clube a crescer. Para mim, pessoalmente, o mais importante é dizer que ajudei a trazer esta consistência num clube que foi sempre difícil para os treinadores. Mas, acima de tudo, tenho-me divertido muito e sou feliz”
, concluiu.