Hugo Oliveira, treinador do Famalicão, expressou o seu profundo orgulho pela exibição da sua equipa no empate a dois golos com o FC Porto no Estádio do Dragão. O técnico destacou a coragem, os princípios e a capacidade tática dos seus jogadores face a um adversário de grande nível, ressaltando a interpretação do jogo como um ponto-chave para o sucesso alcançado. O treinador fez questão de enaltecer a atitude dos seus atletas.
“A equipa abordou o jogo como normalmente o faz, com a coragem e os princípios habituais. Jogámos perante um grandíssimo adversário, com muitas alternativas e muita capacidade individual e coletiva. O jogo entrou numa toada agressiva, mas muito tática, e aí tenho de tirar o chapéu aos meus rapazes porque tiveram um comportamento incrível do ponto de vista da interpretação do jogo. Tivemos jogadores com exibições fantásticas. O (Gustavo) Sá, por exemplo, pela capacidade de interpretar os espaços e de os encontrar quando ganhávamos a bola para fazermos as nossas ligações habituais. Depois, sem bola, ao saber quando tinha de baixar e de “saltar”. Experimentámos uma forma de estar um bocadinho diferente sem bola, mas mantendo a mesma coragem perante um ambiente fantástico. Foi um grandíssimo jogo de futebol entre o FC Porto e o Famalicão. Que lindo jogo de futebol, que fantástica emoção. O resultado, depois do que fizemos, seria sempre o menos importante para nós, mas os rapazes mereceram-no por tudo o que trabalharam”
, afirmou Hugo Oliveira na flash interview da Sport TV, reiterando a importância do desempenho da equipa acima do próprio resultado.
A crença na ambição e na persistência foi um ponto central na análise do treinador do Famalicão, que considera que a vida é feita destes momentos de superação e emoção. A sua equipa, apelidada de esfomeada
, sempre acreditou na possibilidade de um desfecho positivo, mesmo perante as adversidades, e a dedicação nos treinos reflete-se nos resultados em campo. Hugo Oliveira sublinha a importância de vivenciar estes momentos impactantes, que ficarão na memória dos adeptos e jogadores.
“Falamos todos os dias de “fome”. O que nos alimenta na vida e no trabalho é querermos viver emoções, não ir sobrevivendo e ver no que a vida dá. Temos a ambição no máximo, somos “esfomeados” por tudo. Há jogo até ao final e nós acreditamos sempre. Temos uma ambição muito forte e sentimos que ia dar qualquer coisa. Também o merecemos por aquilo que trabalhamos. Quantas defesas fez o nosso guarda-redes e o do FC Porto? Isto sem tirar mérito a um adversário fortíssimo, que está no primeiro lugar com muito mérito, tem muita ferramenta tática e também é “esfomeado”. Isso ainda nos faz sentir mais valorizados. A vida é feita destes momentos. Daqui a muitos anos alguns dos nossos adeptos vão-se lembrar quando o Famalicão jogou de peito aberto no Estádio do Dragão contra um FC Porto fortíssimo e empatou no fim. É o que nos alimenta”
, concluiu Hugo Oliveira.
O técnico foi ainda mais longe ao realçar a mentalidade destemida do Famalicão: “Nunca nos assustamos. Temos de continuar, fazer crescer e viver momentos. A vida é mesmo isso.”
Esta declaração reforça a ideia de uma equipa que não se deixa intimidar e que encara cada desafio como uma oportunidade de crescimento. Sobre o momento do golo do empate, Hugo Oliveira reiterou a crença inabalável do coletivo famalicense: “Depois do FC Porto fazer o golo, não estava acabado, não podia estar acabado. Mesmo o golo do empate surge de algo que trabalhamos.”
Isso demonstra a resiliência e a capacidade de reação dos seus jogadores, que nunca baixaram os braços e foram recompensados no final.