Famalicão vence Casa Pia por 2-0: Treinadores Avaliam a Partida

  1. Hugo Oliveira: "vitória extremamente justa"
  2. Álvaro Pacheco lamenta erros defensivos
  3. Casa Pia quebra série de 4 jogos
  4. Famalicão "uma equipa muito forte"

Hugo Oliveira, treinador do Famalicão, expressou a sua satisfação após o triunfo por 2-0 frente ao Casa Pia, enfatizando a justiça do resultado. “O mais importante é dizer que foi uma vitória extremamente justa”, afirmou, sublinhando que a preparação da partida foi crucial. “Os jogos começam a ser preparados muito antes do apito inicial e este era um jogo em que tínhamos de encontrar os espaços dentro da nossa ideia de jogo. Entrámos precisamente à procura de perceber onde estavam esses espaços e se o adversário iria manter a sua estrutura habitual.” O técnico famalicense destacou a competência do adversário no setor defensivo, mas ressaltou a estratégia da sua equipa para contornar essa dificuldade. “O Casa Pia é um adversário competente, sobretudo no processo defensivo. É uma equipa que não se importa de não ter bola, mas que depois é muito vertical quando a recupera. Tínhamos de perceber bem os caminhos para não corrermos o risco de sermos surpreendidos nas transições rápidas. Começámos à procura desses caminhos, fomos encontrando e começámos a criar perigo. Uma das ferramentas que tínhamos era pressionar de forma muito agressiva a saída do adversário e foi numa dessas pressões que recuperámos a bola e fizemos o primeiro golo, que acabou por ser justo.”

Relativamente à segunda parte, Hugo Oliveira referiu que a equipa poderia ter gerido a posse de bola de forma mais segura, mas que soube aproveitar os espaços concedidos pelo adversário. “Na segunda parte podíamos ter tido mais bola para gerir o jogo de forma mais segura, mas sabíamos que o adversário iria subir no terreno e que iríamos encontrar espaços para matar o jogo. Foi isso que fizemos.” O treinador concluiu a sua análise elogiando a performance geral da equipa, descrevendo-a como “uma vitória competente, muito tática, de uma equipa rigorosa e, na minha opinião, uma boa exibição contra um adversário muito difícil.”

Por outro lado, Álvaro Pacheco, técnico do Casa Pia, lamentou os erros defensivos que culminaram na derrota, quebrando uma série de quatro jogos sem perder. O treinador fez uma distinção entre as duas partes do encontro: “Na primeira parte estivemos muito bem até ao golo. Criámos algumas situações e faltou-nos ser mais pacientes no momento de finalizar. Estávamos confortáveis com bola, a ligar bem o jogo interior dos médios e também o jogo exterior, principalmente nas combinações pelos corredores.” Álvaro Pacheco apontou o momento do primeiro golo como decisivo, onde a sua equipa cometeu um erro que levou a um “descontrolo” na partida. No entanto, o treinador elogiou a reação da equipa na segunda parte, que demonstrou uma postura “completamente diferente, com mais equilíbrio e mais agressiva, a obrigar o Famalicão a sair da sua zona de conforto”.

Apesar das oportunidades criadas, o técnico do Casa Pia lamentou a falta de eficácia e o segundo golo sofrido. “Recuperámos bolas em zonas altas, criámos situações de cruzamento, de remate e tivemos ocasiões em que podíamos ter feito o golo”. Contudo, admitiu que “arriscar perto do final” contra jogadores de qualidade, deixando espaço, pode ser penalizador, e considerou o segundo golo sofrido “injusto”. Álvaro Pacheco destacou a resiliência da sua equipa: “A equipa nunca desistiu, agarrou-se ao jogo e mostrou a identidade que temos vindo a trabalhar. Fomos à procura do resultado até ao fim, tivemos uma bola na barra e demonstrámos caráter.” O técnico reconheceu o mérito do adversário, considerando o Famalicão “uma equipa muito forte, muito bem treinada e com dinâmicas consolidadas desde a época passada”, mas salientou o crescimento da sua própria equipa. “A nossa postura aqui mostra que estamos a crescer, a tornarmo-nos uma equipa mais sólida e que acredita cada vez mais nas nossas ideias.” Concluindo, Álvaro Pacheco apontou o primeiro golo como crucial e a falta de concretização num período de domínio do Casa Pia como os pontos chave da derrota: “O primeiro golo nasce de uma perda de bola nossa e o adversário aproveitou bem. Depois, no nosso melhor período, em que fomos dominantes e empurrámos o Famalicão para trás, faltou-nos marcar. Se tivéssemos feito o golo, provavelmente o jogo teria seguido outro rumo.” No final, apesar da tristeza, o foco já está no futuro: “Ficamos tristes por não pontuar, mas a equipa tem de continuar a crescer e já pensar no próximo jogo”.

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