Cristiano Bacci, o técnico que salvou o Estrela da Amadora de forma dramática na última jornada, fez revelações surpreendentes numa entrevista ao 'Corriere dello Sport'. “Podia ter sido o adjunto de José Mourinho no Fenerbahçe, mas preferi ficar como treinador principal e ir para o Boavista”, confessou, destacando um momento marcante desta temporada. “Este ano encontrei-o com o Tondela e empatámos, mas ele não ficou chateado”, acrescentou, mostrando o respeito mútuo entre os dois.
A salvação do Estrela foi descrita pelo próprio Bacci como uma “proeza titânica”, com o treinador a terminar de joelhos no relvado em Braga, visivelmente emocionado. “Nesta época trabalhei em três equipas, era uma questão de honra terminar bem. Nos últimos tempos tive de aceitar muitas situações difíceis, mas esta permanência significa que não sou um treinador medíocre, que consigo manter-me a certos níveis”, refletiu, orgulhoso do trabalho realizado.
Futuro e encontros marcantes
Sobre o futuro, Bacci mantém-se cauteloso. “Ainda não sei se vou ficar, vamos ver com o clube”, disse, sem comprometer-se. O técnico italiano também falou sobre o encontro com Francesco Farioli, treinador do FC Porto: “Ele venceu-me por 2-0. Trocamos mensagens com frequência. Felicitei-o pela conquista do campeonato, ele fez realmente uma obra-prima, mas eu já esperava isso”.
E, sobre um possível regresso à Série A, admitiu: “Claro, mas gostaria de ficar num clube por mais de um ano, começar a construir algo. Os meus bancos de sonho? Diria a Fiorentina e a Roma, as minhas equipas de coração”.