A derrota do Estrela da Amadora frente ao Vitória de Guimarães, por 2-1, deixou João Nuno, treinador dos amadorenses, com um sentimento agridoce. Apesar de ter visto a sua equipa entrar bem no jogo, o resultado final demonstrou a inconsequência num jogo que poderia ter tido outro desfecho. “Entrámos muito bem no jogo. Tivemos uma oportunidade clara para marcar e chegámos ao golo”, afirmou João Nuno, destacando o bom início dos seus jogadores. No entanto, o técnico lamentou a displicência da equipa em momentos cruciais. “As oportunidades do Vitória na primeira parte resultam de perdas de bola nossas na fase de construção”, acrescentou.
A segunda parte foi particularmente difícil para o Estrela. “O Vitória entrou muito mais pressionante e agressivo. Empurrou-nos para trás”, admitiu João Nuno, reconhecendo a superioridade do adversário no segundo tempo. A lesão de Lekovic, que deixou a equipa com menos um jogador, foi um dos momentos-chave, culminando no golo de empate. “Temos de defender melhor as bolas paradas, mesmo numa fase com 10 elementos”, frisou. A insatisfação era percetível nas palavras do treinador no final do encontro. “Estamos tristes, porque tivemos a sensação de que poderíamos levar daqui pontos”, concluiu o técnico, apelando a uma maior maturidade da equipa para gerir os momentos decisivos.
Do lado do Vitória de Guimarães, o treinador Luís Pinto destacou a importância da atitude para a sua equipa, que regressou aos triunfos. “Se não tivermos atitude, tudo o resto é acessório. O que aconteceu na primeira parte, e tenho a certeza que não foi propositado, foi incapacidade, em função do último jogo [derrota em Arouca, por 3-2] e pelo significado de regressar a casa para vencer e ter um jogo bem conseguido”, diagnosticou Luís Pinto, referindo-se ao início mais apático da sua equipa. O técnico do Vitória salientou que as alterações táticas ao intervalo foram importantes, mas que a grande diferença na segunda parte residiu na mentalidade dos seus jogadores. “Fizemos as alterações táticas [ao intervalo], mas a mudança da primeira para a segunda parte teve a ver com atitude”, explicou.
Os golos de Thiago Balieiro e Diogo Sousa, vindos do banco, selaram a reviravolta no marcador. Luís Pinto elogiou a aposta nos jovens, destacando a importância dos golos da dupla. “Os golos de Thiago Balieiro e de Diogo Sousa têm a ver com o projeto que o Vitória tem e a necessidade de lançar jovens”, mencionou o técnico, com Balieiro a ser especialmente destacado, após apenas a sua segunda partida pela equipa principal. Apesar da vitória, Luís Pinto ressalvou a importância da consistência ao longo de todo o jogo. “Temos de ter a capacidade de jogar o jogo todo”, afirmou, deixando claro que a equipa ainda tem margem para melhorar e deve manter a intensidade e o foco durante os 90 minutos de jogo.