Estrela da Amadora triunfa sobre o Santa Clara: a ‘‘alma’’ da Amadora contra a frustração de Petit

  1. Estrela da Amadora 1 - 0 Santa Clara
  2. 21.ª jornada da Liga
  3. João Nuno elogia ‘‘alma’’ da equipa
  4. Petit considera resultado ‘‘injusto’’

O Estrela da Amadora garantiu uma vitória por 1-0 sobre o Santa Clara, num jogo a contar para a 21.ª jornada da Liga, que deixou ambos os treinadores com sentimentos distintos. João Nuno, técnico do Estrela, elogiou a ‘‘alma’’ da sua equipa, enquanto Petit, do Santa Clara, considerou o resultado ‘‘injusto’’ face às oportunidades criadas pelos seus jogadores.

A partida, que culminou com o Estrela da Amadora a somar três pontos importantes, foi analisada por João Nuno, que admitiu dificuldades iniciais.

Análise de João Nuno: a ‘‘alma’’ tricolor

‘‘O Santa Clara entrou melhor. Nós não conseguimos fechar bem o meio-campo porque não estávamos à espera daquilo. Acho que foi muito nós percebermos o que é que o Santa Clara tinha feito, que nós não sabíamos o que é que íamos apanhar. Pela constituição da equipa, eu até estava a pensar numa coisa diferente’’, revelou o técnico do Estrela da Amadora. Contudo, as correções surtiram efeito. ‘‘Quando conseguimos corrigir isso, acho que a partir daí a primeira parte é toda do Estrela até ao fim. Podíamos e devíamos ter criado mais.’’

No segundo tempo, a equipa da casa conseguiu capitalizar, embora com um final de jogo que revelou alguma inexperiência da parte dos seus atletas. ‘‘Na segunda parte, entrámos muito bem, fizemos o golo. A seguir ao golo, estamos ali mais dez minutos em que estamos bem, em cima do Santa Clara. A parte final é um bocadinho a inexperiência desta equipa. Como repararmos, a parte final temos vários jogadores que têm quatro treinos, três treinos. A dificuldade deles de perceberem o que é que está a acontecer é tremenda. Foi difícil para mim, foi difícil para os rapazes, mas fica sempre aquilo que eu digo. Quando não jogamos bem, temos de ter alma, temos de ter vontade e conseguimos os três pontos’’, sublinhou João Nuno, destacando a capacidade da equipa de lutar pela vitória mesmo sem apresentar o seu melhor futebol.

Estabilidade para o Estrela da Amadora

A vitória foi um pilar de estabilidade para o Estrela da Amadora, que tem enfrentado um período de muitas mudanças no plantel. ‘‘Os resultados ajudam-nos a dar estabilidade. É quase uma pré-época em andamento em competição, quando há tanta entrada e tanta saída’’, referiu João Nuno. O treinador concluiu com expectativas de melhorias futuras: ‘‘Temos de continuar, porque, finalmente, o mercado fechou. Eu estou ansioso que venha a segunda-feira para a gente treinar. E só com o treino, acredito, daqui a umas semanas vamos ver um Estrela capaz de jogar melhor os 90 e tal minutos de jogo’’.

Frustração de Petit: ‘‘resultado injusto’’

Do lado do Santa Clara, Petit expressou a sua frustração com o desfecho da partida, considerando que a sua equipa merecia mais. ‘‘Entrámos muito bem no jogo. Tivemos mais situações que poderíamos ter definido de outra maneira. Nós estudámos bem o Estrela, conseguimos anular o jogo deles, mas é um resultado injusto por aquilo que foi o jogo. Acho que criámos situações suficientes para fazer mais’’, lamentou Petit, realçando o bom início de jogo e o estudo da equipa adversária que, segundo ele, não se refletiu no resultado final.

Reação e substituições no Santa Clara

O técnico açoriano também abordou a reação da equipa após o golo sofrido e as substituições realizadas. ‘‘É normal depois de sofrer o golo a equipa reagir. Também com as mudanças que fomos introduzindo. A entrada do Gonçalo, um jogador experiente, mas ainda que teve pouco ritmo competitivo. O Brenner também teve parado há algum tempo, mas antes dessa reação, acho que criamos as melhores situações de golo com qualidade’’, afirmou Petit, reiterando a qualidade das oportunidades criadas pelo Santa Clara.

Confiança no futuro

‘‘Os jogadores mereciam mais. É levantar a cabeça, amanhã prepararmos já e reagirmos para preparar o jogo de sexta-feira. A sorte vai para o nosso lado com este trabalho que temos feito’’, salientou Petit, mostrando-se confiante na capacidade de recuperação da equipa. ‘‘É a nossa profissão. A época é já longa, mas cabe à nossa equipa técnica competir trabalhar no dia-a-dia, tentar evoluir o jogador individualmente, não só dentro do campo, mas também fora em termos psicológicos. Estamos aqui há quatro dias, mas por aquilo que eles apresentaram, por aquilo que eles fizeram, é sinal que a parte deles também receberam bem daquilo que é a nossa ideia de trabalho’’, finalizou o treinador do Santa Clara, destacando a dedicação dos seus jogadores e a importância do trabalho psicológico neste momento. ‘‘Sei aquilo que eles pensam, sei que eles estão frustrados. Hoje, mas hoje é irmos para a viagem até aos Açores, meter a cabeça debaixo da almofada e amanhã tirá-la e levantar a cabeça.’’