O internacional português Pizzi, de 36 anos, anunciou hoje o fim da sua carreira como futebolista. A decisão foi revelada num vídeo emocionante divulgado nas redes sociais, onde o médio explicou que a sua retirada se deve a “dores intensas na anca” que o têm acompanhado nos últimos seis anos. Estas dores, segundo Pizzi, impedem-no de atuar ao nível a que se habitou e que considera necessário para o futebol de alta competição. O último jogo do médio será pelo Estoril Praia, na 34.ª e última jornada da I Liga, um emotivo reencontro com o Benfica, clube onde se notabilizou.
Pizzi descreveu este momento como um dos mais desafiadores na sua vida profissional. “Não foi uma decisão fácil. Foi, talvez, a mais difícil da minha carreira”, confessou Pizzi, sublinhando a dificuldade de jogar há seis anos com constantes dores, mesmo após diversos tratamentos. O jogador expressou que esta condição o impede de ser o “Pizzi que todos conheceram”, uma declaração que reflete a sua frustração por não conseguir render ao seu melhor nível.
Ao longo da sua carreira, Pizzi acumulou um impressionante percurso em vários clubes. Iniciou no Bragança e passou por Ribeirão, Sporting da Covilhã, Paços de Ferreira e Sporting de Braga antes de se aventurar em Espanha pelo Atlético de Madrid, Deportivo da Corunha e Espanyol. No Benfica, clube que defendeu durante sete épocas e meia (2014-2022), fez 360 jogos oficiais e conquistou quatro campeonatos nacionais, três Supertaças, duas Taças da Liga e uma Taça de Portugal. Após as águias, representou o Basaksehir, Al Wahda, Sporting de Braga novamente (onde venceu uma Taça da Liga em 2023/24) e o APOEL. No Estoril Praia, desde o início desta época, Pizzi participou em 24 partidas e marcou um golo, sendo neste clube que fará a sua despedida. Pela seleção nacional, somou 17 jogos e três golos, tendo feito parte do plantel que venceu a Liga das Nações em 2018/19. Com um total de 706 jogos, 147 golos e 69 assistências, Pizzi terminou o seu vídeo com uma mensagem de agradecimento. O médio confessou que o que leva consigo “são as pessoas, as amizades e as memórias” que o futebol lhe proporcionou ao longo da vida.