Begoña Santiago, presidente da SAD do Estoril, abordou pela primeira vez os meios de comunicação portugueses após sete meses na liderança do clube. A dirigente explicou a sua profunda ligação aos canarinhos
e os planos que tem para o futuro da equipa da Linha.
“Refiro-me sempre ao Estoril como minha família. Comecei aqui com o nosso antigo presidente, Ignacio Beristain, na época em que o Estoril Praia voltou a subir à 1.ª Liga. Nesse ano, entrei pela gestão e finanças, num período muito importante na minha vida. Tinha um cancro nessa altura e a mudança para o Estoril Praia acompanhou-me nessa época complicada. Passei muito tempo nestes escritórios, nestes balneários, neste relvado e, quando o presidente anterior saiu, a equipa e outros pediram que eu assumisse o cargo, e assim foi”
, partilhou Begoña Santiago ao Canal 11. A paixão de Begoña pelo futebol, que começou com o apoio ao Real Madrid, evoluiu e contagiou o seu filho, que hoje demonstra um forte sentimento pelo Estoril. “Já não há Real Madrid, ele tem muito claro que esta é a sua equipa. Isso é também um pouco o que nós esperamos para as próximas gerações, esse sentimento que o meu filho tem com seis anos, também já começamos a ter nas nossas bancadas e queremos continuar a trabalhar para isso chegar aos nossos filhos e continue.”
A presidente sublinha que o sucesso do Estoril está intrinsecamente ligado a ser um exemplo para a sociedade, para os adeptos e a proporcionar o melhor espetáculo desportivo. “Eu, os nossos adeptos, a nossa equipa, os nossos jogadores, queremos sucesso, e o sucesso é visto de muitas maneiras. No final, o primordial é continuar a oferecer o melhor e ser um exemplo para a sociedade que nos rodeia e que nos segue e para os nossos adeptos. Queremos ser uma plataforma de desenvolvimento, queremos oferecer o melhor aos nossos jogadores e o melhor exemplo às crianças. Queremos continuar a oferecer o maior dos espetáculos e a maior das experiências”
, explicou. A dirigente destacou ainda a importância da sustentabilidade, não apenas nos noventa minutos de jogo, mas no aproveitamento do estádio durante todo o ano, transformando-o numa infraestrutura dinâmica. “Acho que o futebol em geral devia ter mais em conta e trabalhar para a sustentabilidade. A sustentabilidade e o sucesso do futebol passam por entender o que é o negócio, o que são os números e o que é o desporto, o bem-estar dos nossos jogadores, o exemplo que damos à sociedade e a experiência que oferecemos a todos aqueles que nos seguem. Entender que um estádio é uma infraestrutura que temos nos 365 dias do ano e, portanto, devemos fazer render. Não é só trabalharmos para esses 90 minutos que se vê na televisão, mas pelo dia a dia, por oferecer o melhor, por sermos próximos à nossa gente e respeitando tudo isso, fazer com números que tenham sentido”
, afirmou.
Em paralelo com os planos da presidente, os jogadores Jordan Holsgrove, Antef Tsoungui e Khayon Edwards visitaram a ISP British International School Cascais. Acompanhados pela mascote do Estoril, participaram num jogo animado com as crianças e numa sessão de perguntas e respostas, onde partilharam as suas experiências e o que é necessário para vingar no futebol. “Hoje foi um bom dia, pois viemos jogar futebol e estar com estas crianças. Era um momento muito importante para os meninos e também para nós, como forma de nos recordarmos de quando éramos mais jovens e tínhamos o sonho de ser futebolistas. Foi um dia fixe”
, sublinhou Jordan Holsgrove. O Estoril, que enfrenta um período desafiador com cinco derrotas consecutivas (Rio Ave, Arouca, FC Porto, Moreirense e Famalicão), prepara-se para o jogo contra o SC Braga, buscando reverter a sequência negativa no campeonato.