Ligação com Portugal
Ian Cathro, treinador do Estoril, recentemente deu uma entrevista à BBC onde expressou a sua profunda ligação com Portugal, afirmando: “Sinto-me mil vezes mais português do que escocês.”
Esta declaração revela não apenas a sua adaptação ao país, mas também uma nova visão sobre o futebol, baseada nas experiências adquiridas ao longo de sua carreira.
Com um desafio à vista contra o Sporting, que acontece na próxima sexta-feira, Cathro analisou a sua atual posição no clube e a recepção positiva que tem recebido. “Não estou aqui para tentar ganhar cinco jogos seguidos só para dar o salto. Olho para este projeto e sinto genuinamente que a minha responsabilidade é ajudar o clube a dar um passo para outro nível. E esse outro nível é mais estabilidade, para que ninguém, absolutamente ninguém, tenha mais medo,”
disse o técnico escocês. Este foco na estabilidade mostra um comprometimento profundo com os objetivos a longo prazo do Estoril.
Reflexões sobre o Hearts
Sobre sua passagem pelo Hearts, onde foi treinador principal por sete meses, Cathro refletiu: “Sei que tudo o que faço aqui terá muito menos visibilidade do que num clube na Escócia, se estivermos a falar do Reino Unido. Mas sabendo que tudo o que fazemos na vida é importante, é verdade que passei sete meses como treinador principal do Hearts e o que aconteceu, aconteceu.”
O treinador, que já tinha sido adjunto de Nuno Espírito Santo durante nove anos, considerou sua experiência no Estoril como seu verdadeiro primeiro trabalho no comando técnico: “E considero este trabalho no Estoril como o meu primeiro. Porque aqui tive condições de trabalho normais, e é por isso que me refiro ao Estoril como a minha primeira equipa. Quero ser uma figura positiva na história do clube, alguém que ajudou. Não estou aqui para fazer milagres, mas para trazer mais estabilidade.”
A vida fora das quatro linhas
Cathro também comentou sobre a sua vida fora das quatro linhas e como a adaptação à cultura portuguesa impactou a sua família. “O que mais gosto é o facto de o tempo passar um pouco mais devagar aqui. Vivo aqui com a minha família num ritmo completamente diferente do que vivia na Escócia, por exemplo. Conseguimos criar mais memórias e momentos mais significativos como família,”
concluiu.