César Peixoto, técnico do Gil Vicente, antecipa um desafio considerável no próximo domingo, no Estádio António Coimbra da Mota, frente ao Estoril, na 23ª jornada da I Liga. A recente derrota dos canarinhos por 3-0 contra o Aves SAD não diminui a sua expectativa de um confronto difícil. Peixoto sublinha a qualidade do adversário, independentemente do último resultado: “Acho que vão estar mais espicaçados depois do deslize da última jornada, vão querer reagir, o que nos complica as coisas. Mas acho que a derrota do Estoril não belisca em nada o campeonato que estão a fazer e a qualidade que a equipa tem”
. O treinador dos galos destacou ainda a mobilidade dos jogadores do Estoril como um fator complicador na preparação da partida. “É uma equipa com muita mobilidade, principalmente com bola, o que vai exigir muito de nós defensivamente”
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Do lado do Estoril, Ian Cathro demonstrou confiança na capacidade de reação da sua equipa após o desaire frente ao AVS SAD. Em coletiva de imprensa, o técnico escocês expressou que o grupo não se deixará abalar pela derrota: “Não vai haver um momento de desconfiança. No último jogo sofremos um primeiro golo que foi um verdadeiro murro na cara e sentimos esse momento. Não fomos capazes de nos reorganizarmos de forma a conseguirmos o que queríamos desse jogo. Já passámos por vários momentos, não só esta época, em que poderíamos demonstrar alguma falta de confiança e nunca demonstrámos isso. Não vai ser agora. Vamos ter confiança. Provavelmente não vamos fazer um jogo perfeito, longe disso, e, por isso, vamos precisar de ajuda daqui para a frente, se queremos continuar o nosso crescimento”
. Cathro faz questão de frisar que os resultados não alteram a abordagem ao trabalho. “Sabemos no que temos de trabalhar. Quando ganhas, tens de trabalhar, quando perdes também. Mesmo quando vais para um jogo e toda a gente espera que ganhes e acabas por perder, é igual. Temos de ser homenzinhos. Foi isso que fizemos esta semana. O jogo vai começar 0-0 e ninguém sabe como vai acabar, mas depois temos de trabalhar”
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O treinador escocês também referiu a importância dos jovens da formação do Estoril, lamentando a ausência de Boma e o impacto nas dinâmicas da equipa. “Há uma razão para as pessoas dizerem que o futebol tem muito a ver com dinâmicas, relações, que numa equipa que ganha não se mexe. Isso também se aplica em casa, no trabalho. Às vezes tenho quase a certeza de que consigo falar com pessoas próximas sem abrir a boca. É algo que se consegue com o tempo. Não vai ser igual e vai ser preciso tempo e trabalho da equipa”
. Cathro elogiou ainda o trabalho do Gil Vicente, realçando a sua consistência. “Tudo começa pelos jogadores, são eles que estão em campo, mas o trabalho do treinador tem sido excelente, o trabalho do clube na identificação dos jogadores, no treino, na estrutura, na construção do plantel também. É bom ver esse trabalho por parte do Gil Vicente. Tem tido um pouco de sorte também, mas é porque trabalha bem. Convém não esquecer que eles na parte final da época passada não estavam assim tão bem... O que eu não quero é que andemos a oscilar entre o 14º lugar e o 7º. Isso é demais... Estabilidade é não ter medo nenhum de descer de divisão”
. Sobre Lacximicant, adiantou uma atualização: “Está mais perto de regressar, está a melhorar, mas ainda não temos data para o regresso dele”
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