Torreense: Época Agridoce e Ambição de Subida à I Liga

  1. Torreense luta até ao fim pela subida
  2. Conquistou Taça de Portugal inédita
  3. Luís Tralhão fez balanço agridoce
  4. Finalizou II Liga na terceira posição

A temporada do Torreense foi de altos e baixos, com a equipa a lutar até ao fim pela subida à I Liga e a conquistar a inédita Taça de Portugal. Luís Tralhão, técnico que assumiu o comando da equipa a meio da época, fez um balanço dos acontecimentos, admitindo que o desfecho deixou um sabor agridoce.

“A mágoa que existe é o facto de acabarmos com os mesmos pontos do que a equipa que acaba por subir direta [Académico de Viseu]. Dá a sensação de que ficámos tão perto e não conseguimos subir direto. Temos que dar mérito ao Académico de Viseu porque foi uma ótima equipa durante o ano inteiro”, sublinhou Tralhão em entrevista à Lusa. O Torreense terminou a II Liga na terceira posição com 59 pontos, os mesmos que o Académico de Viseu, mas ficou de fora da promoção direta devido à diferença de golos. O técnico também lamentou a derrota no playoff contra o Casa Pia: “A mágoa do play-off é sentir que, e sem desmerecer o que o Casa Pia fez — dou os parabéns por terem ficado, foram muito competentes —, não ficámos a dever nada ao Casa Pia. Pelo contrário. Fica a mágoa de ter perdido o play-off contra uma equipa muito difícil, mas que senti que éramos capazes. É a mágoa que temos, mas faz parte”. Tralhão ainda apontou o dedo à organização da competição, que ditou que o Torreense jogasse o playoff de acesso à I Liga com a final da Taça de Portugal pelo meio: “Percebo que há um calendário para se cumprir e há datas, entendo isso, mas quando se percebeu que era o Torreense que ia fazer o play-off e a final da Taça, especialmente uma equipa que vem da II Liga e que não está preparada para jogos de três em três dias, podia ter-se dado uma margem, especialmente do jogo da Taça para a segunda mão do play-off, maior do que se deu”.

Apesar das desilusões, o treinador fez uma avaliação geral muito positiva da época, descrevendo-a como “espetacular”. “Se me perguntassem na sexta-feira, no dia a seguir ao [segundo] jogo do play-off, sabia-me agridoce. Estava frustrado porque o nosso principal objetivo era, de há uns meses para cá, subir de divisão. E quando não atingimos o objetivo... se olhar para a árvore não estou a ver a floresta inteira e na sexta-feira estava mesmo triste”, recordou. No entanto, dias depois, Tralhão já conseguia ver “as outras” [árvores] e, por isso, considera a temporada “espetacular” e “brutal”. A mudança na liderança técnica, com a entrada de Tralhão para o lugar de Vítor Martins, teve um impacto imediato e impulsionou a equipa para a luta pelos lugares cimeiros. O Torreense, que alcançou o melhor arranque de sempre na II Liga, demonstra uma ambição crescente, e Tralhão acredita que o futuro reserva um regresso à primeira divisão: “Acredito que o Torreense, num prazo temporal de curto/médio prazo, vai lá chegar. O clube tem vindo a dar passos cada vez mais consistentes nesse sentido, não só na afirmação do futebol profissional, como na Liga Revelação, no futebol feminino, que vai competir na Liga dos Campeões, no futsal, que tem vindo a cimentar a sua posição na 1.ª Divisão...”

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