José Fonte despede-se dos relvados após garantir permanência do Casa Pia na I Liga

  1. José Fonte anuncia aposentadoria aos 42 anos
  2. Casa Pia garante permanência na I Liga
  3. José Fonte teve 24 anos de carreira
  4. Foi 882 o último jogo de José Fonte

O defesa central José Fonte despediu-se dos relvados aos 42 anos, após uma carreira recheada de sucessos, culminando com a celebração da permanência do Casa Pia na I Liga. O último jogo da sua longa trajetória foi vivido com um misto de alívio e alegria, sobretudo depois da vitória por 2-0 sobre o Torreense na segunda mão do play-off, que garantiu a manutenção dos Gansos no principal escalão do futebol português. Após o apito final, o jogador expressou o seu contentamento. “Saio com um sorriso em vez de lágrimas nos olhos”, afirmou Fonte, sublinhando a importância do resultado positivo como desfecho para a sua carreira. Ele reconheceu que “seria difícil, duro, terminar com um resultado negativo e uma descida de divisão. Seria impensável”, dadas as dificuldades enfrentadas pela equipa ao longo da época.

José Fonte fez questão de realçar o espírito de grupo como um dos pilares para superar os desafios. “O facto de este grupo ser tão coeso, unido, trabalhador e ambicioso permitiu-nos estar hoje a celebrar o fim da minha carreira com um sorriso em vez de ter lágrimas nos olhos”, vincou o veterano defesa que, apesar de não ter sido utilizado na partida decisiva pelo treinador Álvaro Pacheco, mostrou-se sereno e focado no objetivo coletivo. “[Foi] tranquilo. Estava com vontade de ajudar a equipa, passar a minha energia, ser positivo e entrar. O ‘‘mister’’ decidiu ao contrário, mas o importante foi conseguirmos o objetivo. O clube merece estar na Liga e é isso que vou levar”, salientou, evidenciando o seu profissionalismo e dedicação.

A celebrar 24 anos de carreira, José Fonte refletiu sobre o percurso que o levou por quatro países e vários clubes. “Hoje, o jogo 882. O último. Nada foi fácil. Tudo foi conquistado. (...) Foram 24 anos. Quatro países, vários clubes, uma seleção. Levantei troféus, até um Europeu e uma Liga das Nações pelo meu país. Mas o que fica não são as medalhas — são as pessoas”, assinalou, destacando a gratidão por todos os que o acompanharam. “Obrigado a todos os que ajudaram um menino de Penafiel a cumprir o seu maior sonho: ser jogador de futebol. (...) Por todos os clubes por onde passei levei comigo algo. Obrigado a todos os meus colegas, treinadores e staff. E por fim, ao Casa Pia, onde encontrei um grupo extraordinário — hoje vamos juntos uma vez mais”, acrescentou. Com um futuro virado para a continuidade no desporto, Fonte planeia “continuar a educar-me e a aprender. Já tenho alguns cursos. Quero continuar a tirar o curso de treinador e outros que me possam enriquecer para estar preparado quando as oportunidades chegarem”, garantindo que será “para sempre” adepto do Casa Pia.

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