Polémica entre Casa Pia e Torreense sobre bancada fechada na segunda mão do playoff da Liga

  1. Casa Pia fecha bancada central nascente
  2. Sérgio Galvão critica decisão do Casa Pia
  3. Bilhetes a 15 euros, venda exclusiva para sócios
  4. Primeira mão do playoff terminou em 0-0

A menos de 24 horas do jogo decisivo do playoff da Liga, entre Casa Pia e Torreense, a disputa em ascensão entre os dois clubes transcendeu o campo de jogo para as bancadas. A polémica centra-se agora na decisão do Casa Pia de fechar a bancada central nascente do Estádio Municipal de Rio Maior para a segunda mão do playoff de subida à 1.ª Liga, agendada para quinta-feira às 20h00. Esta medida gerou forte oposição por parte do presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Sérgio Galvão, que não hesitou em expressar a sua consternação e tecer duras críticas ao clube lisboeta. Os bilhetes para o jogo têm um custo de 15 euros e a venda é exclusiva para sócios do Casa Pia.

Sérgio Galvão manifestou a sua indignação em relação a esta situação, defendendo veementemente que o desporto deve ser acessível a todos os adeptos. “É inadmissível o que está a acontecer e estamos a assistir. O desporto vive de adeptos, de público, e hoje temos aqui este exemplo. No Jamor estiveram cerca de 20 mil torreenses, muitos deles certamente não vão conseguir entrar, mas estão aqui nesta festa do futebol”, afirmou o autarca, destacando o contraste com a afluência de adeptos do Torreense na final da Taça de Portugal, onde a equipa defrontou e venceu o Sporting por 2-1. O presidente da Câmara de Torres Vedras salientou que, apesar da grande presença em jogos anteriores, a decisão do Casa Pia impede agora que parte desses adeptos apoie a sua equipa num jogo crucial.

Acusando o Casa Pia de recorrer a “subterfúgios” para afastar os adeptos do Torreense, Galvão apelou às entidades competentes para intervirem e reverterem a decisão. “E pensarmos que, na próxima quinta-feira, num jogo decisivo, não vamos ter as bancadas completamente disponíveis para quem quer assistir ao jogo, é algo inadmissível e que não faz qualquer sentido”, continuou o autarca de Torres Vedras, que foi ainda mais direto nas suas críticas: “As entidades ainda vão a tempo de corrigir esta situação. Não faz sentido interditar um estádio que já esteve cheio noutros jogos, nomeadamente da 1.ª Liga, pois são pequenos subterfúgios para que os torreenses não entrem e possam assistir ao jogo. O estádio deve ser aberto, tem cerca de 7 mil lugares. A festa do futebol é isto mesmo: com público, onze contra onze e depois vê-se quem é melhor em campo.” A primeira mão do playoff terminou com um empate a zero em Torres Vedras, deixando em aberto a decisão da subida para a segunda mão em Rio Maior.

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