Casa Pia: Álvaro Pacheco e Cassiano acreditam na manutenção apesar da derrota

  1. Casa Pia perdeu por 2-1 com o Gil Vicente
  2. Álvaro Pacheco acredita na recuperação da equipa
  3. Cassiano marcou o golo do Casa Pia
  4. Dani Figueira e César Peixoto satisfeitos com vitória do Gil Vicente

O Casa Pia atravessa um período complicado na Liga, com a zona de descida a ser uma realidade cada vez mais presente. A derrota frente ao Gil Vicente, por 2-1, no passado domingo, deixou a equipa numa posição delicada, mas as palavras de Álvaro Pacheco e Cassiano mostram que a crença na manutenção ainda existe. O técnico do Casa Pia, Álvaro Pacheco, não esconde o momento difícil, mas acredita na recuperação.

“Faltam três finais, mas o Casa Pia vai conseguir”, afirmou Álvaro Pacheco. “A equipa que teve mais vontade e que foi melhor em campo foi o Casa Pia. Entrámos muito fortes frente ao Gil, que está a fazer um bom campeonato; queríamos tirar a bola ao Gil e levar o jogo para aquilo que queríamos. Penso que a equipa esteve muito bem, mas há situações que nos tiram o foco. Na primeira parte, o Gil Vicente foi uma vez à nossa baliza e marcou; tivemos uma grande resposta da nossa equipa e chegamos ao empate. Na segunda parte, não tivemos tanto domínio e, depois de um jogo a meio da semana, começou a faltar frescura física e, com um erro do nosso jogador, sofremos golos. Depois, com o antijogo da outra equipa, deixou de haver jogo. Estamos numa posição difícil, culpa nossa, mas não só. Eu acredito; temos três finais pela frente e, mesmo contra muitas dificuldades, nós vamos conseguir. O Casa Pia vai conseguir. Temos uma final no domingo, para nós e para o Tondela, e temos de nos focar e jogá-la com estabilidade emocional.”

Apesar da derrota, o avançado Cassiano, que marcou o golo do Casa Pia, mantém o otimismo. “Tentámos de tudo, lutámos, mas, infelizmente, não conseguimos mais. Mas não foi por falta de entrega, lutámos até ao último minuto. Temos agora três jornadas que, para nós, vão ser três finais. Vamos lutar pelo objetivo nesses jogos”, disse o ponta de lança. Sobre a luta pela manutenção, Cassiano acrescentou: “Acho que é mesmo isso, sim. Temos vindo a trabalhar bem e não podemos desistir nestes jogos. Jogo com o Tondela? É decisivo, mas todos o são. Vamos tentar ir à procura de vitórias.”

Álvaro Pacheco também abordou as “pequenas coisas que condicionam” e que, segundo ele, podem influenciar o desfecho dos jogos. “Há coisas que enervam, pequenas coisas que condicionam. O Casa Pia leva sempre amarelo no primeiro lance e isso intranquiliza a equipa. O Cassiano, hoje, leva uma cotovelada quando vai isolado. Esse tipo de situações são permitidas e enervam, intranquilizam ou até dão confiança à equipa contrária. São pequenos pormenores que estamos a sentir. Estivemos, nestes dois jogos, a lutar contra equipas que lutam por objetivos de lá de cima da tabela. E estivemos bem, não estivemos? Estamos a falhar, mas temos que aprender”, afirmou o treinador do Casa Pia. O técnico reforça a ideia de que a equipa tem demonstrado vontade e qualidade em campo. “Se eu perguntasse, acho que a equipa que teve mais vontade em ganhar, um querer muito grande e que promoveu o jogo positivo foi o Casa Pia. Entrámos muito fortes, era o nosso objetivo, o Gil Vicente está a fazer um excelente campeonato e sabíamos que tínhamos que tirá-los da zona de conforto. Conseguimos fazer isso muito bem. Tivemos capacidade, mas há situações que nos tiram o foco. Mas acho que a equipa foi resiliente; mesmo nesses momentos, a equipa teve momentos melhores, o Gil foi uma vez à nossa baliza. Na segunda parte, procurámos manter esse domínio, mas a equipa não teve a energia. É um erro de um jogador que dá o penálti. Um antijogo que o Gil Vicente fez e o árbitro a permitir certas situações. Isso favoreceu quem esteve a ganhar. Estamos numa situação complicada, é culpa nossa, mas não é só nossa. Mas aquilo que eu quero passar para todos os adeptos é que temos três finais pela frente e que, mesmo com todas as adversidades, vamos conseguir.”

Do lado do Gil Vicente, a vitória trouxe um novo ânimo na luta por um lugar europeu. Dani Figueira, guarda-redes gilista, referiu que “os adeptos podem contar connosco. Nós vamos lutar até ao fim.” O treinador César Peixoto também se mostrou satisfeito com a resposta da sua equipa. “Tivemos alguma dificuldade nos primeiros 10 ou 15 minutos, mas agarrámos o jogo, que passou a ser de sentido único. Vencemos bem e era importante para nós, porque nos deu confiança. Acho que o futebol não nos tem sido muito justo. Hoje, até podíamos ter feito mais golos, o Agustín Moreira esteve isolado e podia ter fechado o jogo. O penálti do Casa Pia é muito duvidoso, são sempre momentos difíceis, mas a equipa teve personalidade e alma para responder. Foi importante vencer e vencer bem”, analisou César Peixoto, acrescentando: “Diz-me que a equipa nunca se desmotivou, nunca largou a vitória e nunca deixou de acreditar no processo. Espero que a equipa tenha dado o passo seguinte, acho que merecíamos muito terminar a competir até ao final do campeonato, acho que os jogadores mereciam. São três pontos que nos sabem bem.”

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