Boavista SAD garante compromisso com o património do clube

  1. SAD do Boavista reage a leilão do Estádio do Bessa
  2. Património avaliado em 37 milhões de euros
  3. Acionista maioritário garante suporte financeiro desde 2026
  4. Presidente do clube mostra-se surpreendido com o leilão

A Sociedade Anónima Desportiva (SAD) do Boavista reagiu, através de um comunicado oficial, às recentes notícias que davam conta do leilão do Estádio do Bessa e do Complexo Desportivo, avaliados em cerca de 37 milhões de euros. A SAD assegura que está a acompanhar a situação de forma “responsável” e que se mantém “plenamente empenhada na salvaguarda do clube e de todo o seu património”.

Na mesma nota, a administração da SAD do Boavista recordou que o acionista maioritário tem vindo a garantir o suporte financeiro necessário para o funcionamento do clube desde o início de 2026, garantindo a continuidade das suas atividades mesmo em “circunstâncias particularmente exigentes”. A sociedade desportiva reiterou ainda o seu foco na construção de um “futuro sustentável”, apresentando um plano de recuperação com vista à reestruturação económica e financeira da instituição. A Boavista SAD concluiu o comunicado afirmando o seu “total compromisso com a defesa dos interesses da instituição e dos seus associados”, assegurando que está a trabalhar “de forma diligente para assegurar a sua continuidade, estabilidade e valorização no médio e longo prazo”, em estreita colaboração com os seus acionistas.

Por outro lado, o clube, em comunicado aos sócios divulgado pela Lusa, mostrou-se surpreendido com o leilão do Estádio do Bessa, especialmente porque ocorria enquanto decorriam negociações para a recuperação da instituição. O presidente do clube, Rui Garrido Pereira, manifestou surpresa com o início do processo de leilão, sublinhando que o desenvolvimento surge num momento em que estavam a ser trabalhadas “soluções concretas” para viabilizar o clube, que se encontra em processo de liquidação. A direção reconhece que, estando o clube em processo de liquidação, a eventual venda de ativos não é, por si só, ilegítima, mas ressalva que tal cenário depende da conclusão do processo, assegurando que tudo fará para evitar esse desfecho. O líder do Boavista apelou ainda à união da massa associativa, num momento de crescente preocupação entre os adeptos face à possível perda de um dos principais ativos do clube, classificando a fase atual como decisiva para o futuro da instituição.

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