Moutinho ambiciona final da Liga Europa: “É para isso que jogo futebol”

  1. João Moutinho ambiciona a final da Liga Europa.
  2. Moutinho tem 39 anos.
  3. SC Braga defronta o Friburgo.
  4. Já venceu a Liga Europa em 2011 pelo FC Porto.

João Moutinho, veterano médio do SC Braga, expressou a sua inabalável ambição de alcançar a final da Liga Europa, sublinhando que é para momentos como este que continua a dedicar-se integralmente ao futebol. A poucos dias de um desafio crucial frente ao Friburgo, o jogador português reflete sobre a sua longa carreira e a motivação que o impulsiona.

“Se não contasse estar nestas decisões já teria desistido. São muitos jogos, mas para mim parecem poucos. Eu, por mim, quero jogar sempre. A gestão é feita da melhor forma para mim, mas eu jogava todos os minutos. Não é fácil tomar decisões, sinto-me satisfeito por estar nesta situação, é para isso que jogo futebol. Para dar o meu melhor, contribuir tanto dentro como fora, gosto mais de contribuir dentro e ajudar os meus colegas a podermos estar nestas decisões para disputar títulos, todos lutamos e olhamos para a final como um objetivo. Sou mais um, espero poder ajudar amanhã com o meu contributo onde quer que seja para estarmos na final de Istambul que é o grande objetivo”, referiu João Moutinho em Friburgo. O médio internacional português antevê o jogo diante do Friburgo, deixando vários elogios ao capitão do SC Braga que, recorde-se, está em dúvida para a visita à Alemanha por lesão.

O internacional português, de 39 anos, vai procurar atingir a terceira final da Liga Europa, depois de 2004/05, pelo Sporting (derrota por 3-1 ante os russos do CSKA Moscovo, prova ainda denominada Taça UEFA), e de 2010/11, quando venceu o troféu pelo FC Porto, numa final com o Sporting de Braga em Dublin (1-0).

Moutinho elogia a força do adversário, mas confia na capacidade da sua equipa: “Sabemos que é um adversário forte tanto fora como em casa. Os registos em casa são mais impressionantes, porque são só vitórias, com o seu público a puxar e a tentar levá-los para a frente nos momentos cruciais, mas sabemos disso. Já estivemos em grandes ambientes também, na última eliminatória foi um deles e saímos vitoriosos. Sabemos as dificuldades que vamos passar, tentar impor o nosso jogo dentro de campo e ganhar para estarmos na final”, considerou, completando: “O grupo está motivado a fazer um grande jogo. É como o grupo está, como me sinto e o que tento transmitir, tento passar algo positivo, acreditarmos em nós. Eles vão tentar dar a volta ao resultado, nós temos que ter a personalidade para nos superiorizarmos.”

“O que [isso] significa em termos pessoais? É mais para o coletivo. Todos queremos estar nas grandes decisões, em finais e conseguir títulos. Poder estar em mais uma [final] é importante para mim e também para os meus companheiros, clube e adeptos. Temos um grande desafio pela frente e vamos dar o melhor para o concretizar", afirmou o experiente jogador em conferência de imprensa, em Friburgo.

O médio também dedicou palavras de apreço ao treinador Carlos Vicens e ao seu companheiro de equipa Ricardo Horta: “Já tive vários treinadores, mas o míster quando veio para cá quis impor um jogo que me agrada e sempre o disse. É um jogo de posse, vejo o futebol com essas características, de poder ter bola, de criar oportunidades, de jogar de pé para pé e acreditar muito nos jogadores. Dando as suas matrizes, mas a liberdade para os jogadores decidirem dentro de campo. Todos já viram o que tentou implementar no futebol do SC Braga, isso está ciente. Agora é dar mais uma alegria também ao míster, com certeza vai ficar contente e nós também”, referiu o experiente médio, que abordou ainda a importância de Ricardo Horta no grupo. “A importância do Ricardo é intocável. Tanto dentro como fora do campo, aquilo que transmite. Ser muito positivo é algo bom, é sempre bom estar connosco, é o nosso capitão, tem tido uma influência grande no nosso jogo e está cá para nos ajudar, dentro ou fora. O que o míster entender fazer e nós dar o nosso melhor para impor dentro de campo e conseguir a vitória”, atirou Moutinho.

Sobre uma eventual carreira de treinador no futuro, Moutinho mantém o foco no presente: “Não sei se vai ser o futuro ou não, mas a aprendizagem é muita. É mais um ano de aprendizagem, seja a jogar ou para o que poderá ser o meu futuro depois, mas estou totalmente focado no presente. Dar o meu melhor, ajudar a equipa e absorver tudo o que possa absorver tanto dentro como fora para que possa ser melhor jogador ou melhor treinador se for esse o caso no futuro”, completou.

“Se não contasse já teria desistido, são muitos jogos, a mim parecem poucos, quero jogar sempre, por mim jogava todos os jogos, os 90 ou 120 minutos, é para isso que jogo, para dar o melhor e contribuir, tanto dentro como fora de campo, e ajudar os colegas a podermos estar nestas decisões, nestes jogos, a disputar títulos. Espero poder ajudar amanhã [esta quinta-feira] com o meu contributo, onde quer que esteja, para estarmos na final da Istambul.” (João Moutinho)

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